Tux, o mascote do Linux. E GNU, símbolo do projeto GNU/Linux.
Na oficina, quem levou seu computador pessoal pode escolher em instalar o Debian ou o Ubuntu, distribuições do projeto GNU/Linux(1).
A ESCOLHA DA DISTRIBUIÇÃO
Enquanto o Ubuntu é caracterizado pela sua preocupação com o usuário final, adotando cada vez mais características condizentes ao seu lema “ubuntu – linux para seres humanos”. Já o Debian, sistema muito utilizado em servidores, tem uma preocupação maior com a estabilidade e segurança do sistema.
Atualmente o Ubuntu está na sua versão 13.10 (lança em outubro/2013) e 14.04 LTS (Longo Tempo de Suporte, lançada em abril/2014). A versão LTS significa que a versão será oficialmente suportada durante 5 anos para estações de trabalho(2).
Por padrão a interface gráfica utilizada pelo Ubuntu é o Unity.
Unity no Ubuntu
Em 2012 uma polêmica envolveu o criador do projeto GNU/Linux, Richard Stalllman, que acusava a Cannonical (atual empresa desenvolvedora do Ubuntu) de coletar dados dos usuários para terceiros. O ubuntu adotou um sistema de busca – ativado por padrão – que coletava dados locais dos usuários para fazer sugestões de produtos da Amazon:
Richard Stallman – “mp3 não é crime”
Se você recomenda ou redistribui GNU/Linux, por favor remova o Ubuntu das distros que você recomenda ou redistribui. Se é sua prática recomendar e instalar software não-livre, não recomendaria você a parar, deixe isto convencer você. Nas suas install fests, nos eventos do Dia da Liberdade do Software, nos seus eventos FLISOL, não instale ou recomende Ubuntu. Ao invés disto, digas as pessoas que Ubuntu é evitado por espionagem – Richard Stallman(3)
A distribuição Debian possui sempre 3 versões em manutenção ativa: estável, teste e instável. A atual estável é a versão 7, wheezy (lançada em abril/2014). A versão teste, jessie, possui os pacotes de programas que estão na fila para a versão estável, ou seja, será essa versão a próxima oficial estável. Sua característica é de possuir programas em suas últimas atualizações. Já a versão instável, sid, é indicada para desenvolvedores. Por padrão, a interface gráfica instalada no Debian é o Gnome.
Gnome Classic no Debian
Uma característica interessante do Debian é o sistema ser em sua maior parte por desenvolvedores colaboradores do projeto. Possui a comunidade mais ativa no mundo linux(4). Esta é uma importante característica do software livre em comparação aos softwares proprietários. Presente nas liberdades básicas de um software livre, o acesso ao código fonte é fundamental para que o programa seja desenvolvido.
Liberdades básicas de um software livre(5):
A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade 0).
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2).
A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
O modelo proprietário, mantém o código fonte em segredo, nas mãos de um número reduzido de desenvolvedores. Uma boa discussão pode ser encontrada no texto de Eric Raymond “A catedral e o bazar”.
Normalmente após a instalação do sistema é preciso afinar algumas configurações, instalar alguns programas básicos e também fazer as atualizações de segurança.
com isso serão instalados o plugins responsáveis por rodar a maioria dos vídeos e áudios na internet, reprodutor de filmes VLC, editor de vídeos KDEnLivre, editor de áudio Audacity
Escritório:
# aptitude install libreoffice
instalação do pacote LibreOffice, com editor de textos, cálculos, apresentação etc.
Gráficos:
# aptitude install gimp inkscape scribus
instalação dos editores de imagens Gimp (camadas), Inkscape (vetorial) e Scribus (publicações)
Essas instalações são feitas à partir do terminal linux e o gerenciador de pacotes aptitude (ou apt-get no Ubuntu). Também poderão ser feitas por um gerenciador de pacotes gráfico, o Synaptic.
Gerenciador de Pacotes Synaptic, no Ubuntu.
Segurança:
# aptitude upgrade
As atualizações de segurança são ativadas por padrão quando disponíveis, cabendo ao usuário apenas aceitá-las pelo Atualizações de Programas.
atualizações automáticas de programas
Gostaria de instalar GNU/Linux no seu computador? Agende um encontro pelo email pimentalab-extensao@riseup.net ou compareça no laboratório Pimentalab na Unifesp Guarulhos (Av. Monteiro Lobato, 609 – campus provisório – 3º andar).
Evento discute e ensina criptografia para usuários não experientes
A primeira edição da CryptoParty São Paulo ocorrerá no último sábado deste mês, dia 30 de novembro, das 9h30 às 19h00.A CryptoParty (ou CriptoFesta) é um evento gratuito e aberto ao público para aprender como usar ferramentas básicas de criptografia para dar maior segurança à sua comunicação. O objetivo dos organizadores é incentivar a criação e disseminação de uma cultura de defesa da privacidade entre as pessoas que utilizam a Internet.
Os participantes poderão, em um formato (meio) descontraído, assistir palestras sobre segurança da informação e privacidade, discutir o tema e também conhecer as ferramentas de proteção contra a vigilância praticada por empresas e governos.
A cada nova revelação do WikiLeaks e de Edward Snowden ficamos apavorados e preocupados com a ameaça do controle e da vigilância. Então é necessário não só lutar politicamente contra novas leis e práticas de vigilância, mas também torná-la tecnicamente impossível. “O universo acredita na criptografia”, escreveu Julian Assange, fundador do Wikileaks, da embaixada do Equador em Londres, uma vez que “é mais fácil criptografar informações do que descriptografá-las”[1]. Se a política falhar (e não estamos num momento muito otimista), a criptografia poderá ser a nossa última esperança contra o domínio das grandes empresas e governos.
A CryptoParty é uma iniciativa global[2] e descentralizada para apresentar softwares de criptografia e explicar seus conceitos para o público em geral. Portanto, não é necessário conhecimento prévio sobre o assunto para participar. A CryptoParty São Paulo está sendo organizada, desde o início de outubro, pela Actantes, entidade de defesa da privacidade e liberdade na rede[3], pelo Grupo de Trabalho “Segurança e Privacidade” da rede social livre Saravea[4] e por colaboradores individuais.
A programação do dia começará às 9h30 e terminará às 19h e contará com a realização de oficinas (tutoriais), mesas de debate e desconferências (palestras relâmpago). O anonimato da rede Tor[5], chave pública de criptografia (GPG)[6] e OTR (Off The Record)[7] são algumas das ferramentas a serem apresentadas e discutidas durante a festa. No final da tarde, às 17h, o criptógrafo e professor da UNB, Pedro Rezende fará uma palestra mostrando os riscos da biometria para as sociedades democráticas. Falará também da urna eletrônica brasileira, desmistificando o discurso de segurança impecável e mostrando seus pontos obscuros e falhas. Além disso, durante o dia inteiro teremos um Install Fest (festival de instalação) do sistema operacional GNU/Linux Debian[8].
A CryptoParty adota o software livre como marco zero na discussão de segurança. Nós não confiamos em softwares proprietários, isto é, em programas que não nós permitem observar, auditar, modificar e compartilhar o código fonte[9].
A programação completa pode ser vista no site[10] ou através do hidden service do Tor[11]. Pedimos para todos os participantes que leiam antes a seção “dúvidas e perguntas mais frequentes”(FAQ) da CryptoParty[12].
:: CryptoParty Brasil - Edição São Paulo 2013 ::
SITE OFICIAL: https://cryptoparty.inf.br
LOCAL: Rua Minas Gerais, 181 - Consolação - São Paulo/SP
Próximo ao metro Paulista e Consolação.
HORÁRIO: 9h30 às 19h
EMAIL: contato@cryptoparty.inf.br