Categoria: evento

  • Cryptoparty Guarulhos

    Cryptoparty Guarulhos

    Entre os dias 21 e 22 de outubro, no Centro Educacional Adamastor, aconteceu a Cryptoparty Guarulhos. A edição da Cryptoparty Guarulhos foi uma realização em parceria do projeto Pimentalab com voluntários, pesquisadores e tecnoativistas e organizações sociais que atuam em temas relacionados à promoção da liberdade de expressão e defesa da privacidade. 

    O evento ocorreu dentro da Semana de Ciência e Tecnologia de Guarulhos (SemCiTec)[1] atraindo um público de educadores da região e estudantes de Ciência e Tecnologia do IFSP. 

    A programação contou com 4 oficinas (BitMask, Tails e Tor, Chaves Criptografadas e E-mail Criptografado), além de três interessantes debates que envolviam o tema. 

    Na mesa de abertura os tecnoativistas Ratto e Felipe Cabral discutiram o atual contexto de espionagem no mundo, trazendo a importância do uso da criptografia. Após essa discussão os participantes puderam acompanhar a oficina de BitMask[2]: um aplicativo open source que visa facilitar a comunicação criptografada por meio de uma VPN (Virtual Private Network) e também criptografia de e-mail. 

    Na sequência a oficina sobre Tails[3] e Tor[4], oferecida pelo tecnoativista Gus, trouxe elementos importantes para a distinção entre anonimato e privacidade. Houve um breve relato histórico sobre o projeto Tor e como se deu seu desenvolvimento para depois mostrar o uso do Tails – um sistema operacional incógnito e amnésico. O sistema, que é baseado em Debian, já vem com aplicações pré-configuradas tendo em vista a segurança e privacidade do usuário com a possibilidade de não deixar nenhum rastro no seu uso, pois todo o sistema operacional é carregado na memória RAM do computador. 

    Transparência para os poderosos e privacidade para os oprimidos.[5]

    No encerramento do primeiro dia da Cryptoparty o debate “Tecnopolítica e Sociedade do Controle” levantou importantes questões a respeito da espionagem internacional que vem atingindo toda a população, citando as revelações feitas por Edward Snowden e o uso do PRISM. Os tecnoativistas falaram ainda sobre o atual estado de excessão, em referência ao filósofo Giorgio Agamben, além do atual regime de trabalho e produção de valor.

    O segundo dia contou com as oficinas de chaves criptográficas e e-mail criptografado.

    Foi feita uma introdução histórica à criptografia, que desde o império romando já via a necessidade de proteger informações e veiculá-las de forma segura.

    A oficina passou pela criação de um par de chaves GPG no Linux – Um bom tutorial pode ser encontrado no Manual de Segurança do Saravá[6] Foi explicado que a segurança da criptografia está ligada a entropia e a criação de uma senha forte[7]

    Após as oficinas a cryptoparty encerrou com a mesa “Liberdade de Expressão, Direitos e Tecnologias Digitais”. 

    Referências
    [1] Semcitec – http://semcitec.ifspguarulhos.edu.br/#
    [2] BitMask – https://bitmask.net/
    [3] Tails – https://tails.boum.org/
    [4] Tor – https://www.torproject.org/
    [5] Trecho do Livro “Cypherpunks” de Julian Assange  http://resistir.info/varios/assange_livro_port.pdf
    [6] Manual de Segurança do Saravá – https://manual.sarava.org/criptografia/introducao/
    [7] Site para verificar a força de sua senha – www.howsecureismypassword.net

  • Encontro – Educadores e Agentes Socioculturais – Tecnologias, Educação e Pesquisa Social

    Encontro – Educadores e Agentes Socioculturais – Tecnologias, Educação e Pesquisa Social

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    O Pimentalab realizará no dia 31 de maio um encontro dedicado à elaboração de um programa de formação no uso de tecnologias digitais. Para além das oficinas destinadas à apropriação crítica e criativa das tecnologias digitais na confluência de práticas educativas, pesquisa ou intervenção social, esperamos que esses encontros contribuam para o fomento de uma rede de colaboração expandida e aprendizagens mútuas. Nossa expectativa é fazer já neste primeiro encontro um experimento de formação, planejamento e mão-na-massa (ou melhor, nas máquinas).

    Público participante: educadores, professores do ensino médio (sociologia, história, geografia e filosofia), agentes sociais e culturais.
    Local: Unifesp/EFLCH – Guarulhos
    Dia: 31 de maio de 2014
    Horário: 9hs às 13hs.

    Inscrições: até 26 de maio.
    Enviar email para: pimentalab-extensao@riseup.net
    Com as seguintes informações:
    (1) nome, email e telefone para contato
    (2) breve apresentação e qual o interesse e motivação.

    Dispomos de vagas limitadas tanto pelo espaço que será utilizado como pelas possibilidades do trabalho em grupo.

    Para conhecer mais sobre nossas ações visite:
    http://extensao.milharal.org
    http://blog.pimentalab.net
    http://ensinosociologia.pimentalab.net

    Aqui, um exemplo de uma das oficinas que realizamos com professores em 2013: https://extensao.milharal.org/atividades/professores-rede-publica-2013/

  • Encontro dos Professores de Sociologia no Ensino Médio

    Encontro dos Professores de Sociologia no Ensino Médio

    GD - Metodologias, Tecnologias e Linguagens - Ensino de Sociologia

    Anotações que serviram de base para minha intervenção na Mesa “Formação de Professores de Sociologia”, realizada em 21 de março de 2014. Escritos parciais, idéias em desenvolvimento…

    ***

    Palestra – Encontro dos Professores de Sociologia da RMSP
    21.03.2014

    Intervenção oral como um exercicio do pensamento em processo.

    Problemas relativos à formação de professores de sociologia envolvem diferentes aspectos da formação. A análise histórica das mudanças nos curriculos dos cursos de graduação, tanto no bacharelado como nas licenciaturas, indicam os diferentes princípios e abordagens que norteam/norteavam a formação dos sociólogos e professores e também as disputas nos desenhos dos cursos entre o bacharelado e licenciatura.

    Seja nas licenciaturas plenas, nos bacharelados e com posterior formação complementar para obtenção da licenciatura, ou ainda nos atuais modelos híbridos de dupla habilitação (bacharelado mais licenciatura), podemos observar diferenças e continuidades de disciplinas, conteúdos e práticas.

    No que tange os debates sobre a formação de professores, o principal foco das preocupações tem sido o de dar conta, num curto espaço de tempo, de tantos conhecimentos teóricos e saberes práticos necessários para o bom exercício profissional. Nos relatos de pesquisadores sobre as licenciaturas existentes no Brasil, percebemos rapidamente um reconhecimento das ausência nos cursos: “falta isso, falta aquilo”. Pessoalmente, ainda nao encontrei nenhum colega professor universitário que esteja plenamente satisfeito com a formação oferecida aos futuros professores. Mas enfim, talvez, seja apenas nosso habito da crítica permanente, de forma a buscar situações melhores.

    Ainda assim, já é possível montar a partir dos diferentes cursos, com discordância ou acordos, um quadro nacional do que seria este currículo mínimo para a formação de professores de sociologia, para além do percurso do bacharelado.

    Mas há ainda, junto a este percurso da formação teórico-prática, aquela parte da formação que diz respeito à prática efetiva na escola. No Brasil, ela se organiza em torno dos estágios supervisionados. Ainda que realizado de maneira diversa em cada universidade, é comum que seja mantida uma relação assimétrica e hierarquica entre universidade e escola. Observamos isso naquelas práticas de estágio que transformam a relação com o campo do estágio numa inserção instrumental e precária, sem proporcionar uma boa experiencia de formação inicial para o licenciando, ou de formação continuada para os atores da escola.

    Ainda assim, há boas experiencas aqui e acolá. Na Unifesp ministro, entre outros cursos, as disciplinas de estágio supervisionado. A cada semestre tenho procurado promover diferentes estratégias de ensino e de inserção em campos distintos de estágio. Ao final de cada semestre tenho me surpreendido positivamente com os resultados dos trabalhos dos estudantes. Porém, sempre fico, com frequencia, com aquela percepção de tudo que falta à formação de nossos futuros professores.

    ***

    Feito este preâmbulo, gostaria de refletir com vocês sobre um outro aspecto da formação de professores que pouco aparece nessas discussões.

    Quando falamos do ensino de sociologia, de que tipo de sociologia, de qual sociologia estamos falando? Não digo aqui de qual vertente teórica, qual paradigma, autores ou conceitos devem ser tratados, ou qual deve ser a composição do currículo de sociologia para o ensino médio. Não é disso que se trata.

    Estou interessado em discutir a relação entre a sociologia que aprendemos na universidade e a sociologia que ensinamos na escola. Mais especificamente, o fazer sociólogico, a prática do sociólogo. Acredito que existe uma profunda relação entre aquilo que um professor de sociologia faz e ensina na escola, e aquilo que ele aprendeu como ofício de sociólogo na universidade.

    A meu ver, uma das dificuldades que os licenciandos enfrentam para ensinar sociologia na escola, tem a ver com a forma como aprendem e experienciam na universidade o que é a sociologia e o que faz um sociólogo profissional. Em síntese, parece-me que os universitários são frequentemente confrontrados com um modelo muito restrito de prática sociológica, focada quase que exclusivamente no ofício acadêmico. Nessa direção, as questões do ensino de sociologia acabam reduzidas ao problema de tradução/transposição entre os conhecimentos científicos universitários e os conhecimentos escolares.

    Para sitar um exemplo, tal problema fica evidente na necessidade sempre presente que a sociologia tem, na escola, de explicar logo no início do curso, o que é a sociologia, qual a sua história, qual a sua especifidade?
    Alguma outra disciplina do ensino médio faz isso? Talvez, essa caracteristica seja ainda um reflexo de sua instabilidade disciplinar no ensino médio e do fato da sociologia ser relativamente desconhecida dos estudantes.

    Mas talvez, nesse caso, seria importante pensarmos porque a sociologia é desconhecida deste público?
    Em que medida essa necessidade de auto-apresentação da sociologia na escola como campo científico legítimo, se relaciona ao fato de que ela seja uma profissão tão pouco conhecida em nossa sociedade?

    Perguntem às pessoas na rua sobre o que faz um sociólogo? A meu ver, o fato de que essa pergunta não seja facilmente respondida, relaciona-se à pequena presença na sociedade ou o pequeno reconhecimento social desta profissão – o sociólogo.

    A ausência de uma referência clara das possibilidades do ofício do sociólogo no mundo, presentifica-se na ação escolar do professor de sociologia sob um duplo aspecto: em sua formação ele próprio não teve contato com uma diversidade de práticas sociólogicas; e na sua prática de ensino a sociologia converte-se, na melhor das hipóteses, na transposição didática dos conhecimentos científicos acadêmicos.

    Mas haveriam outras possibilidades?
    Gostaria de fazer um exercicio de imaginação com vocês: quais poderiam ser as atividades de um sociólogo num hospital? quais sao as atividades de um sociólogo que trabalha no metro? quais sao as atividades de um sociólogo que atua numa secretaria de habitação? quais sao as atividades de um sociólogo numa empresa de engenharia?

    Talvez, se em nosso percurso de formação universitária como sociólogo fóssemos confrontados com uma diversidade maior de experiencias profissionais, nossa prática como professores de sociologia seria diferente.  Como ensinar a ciência sociologia a partir de uma diversidade de práticas sociológicas? Que conhecimentos sociológicos consideramos importantes que sejam aprendidos pelos jovens na escola? O que os jovens consideram importante e significativo em suas trajetórias de vida? Talvez, se experienciarmos o fazer sociológica de forma mais diversa, possamos responder essas perguntas de maneira diversa.

    Neste sentido, estou interessado em desenvolver uma espécie de sociologia amadora ou sociologia expandida, na linha do que temos chamado de ciência amadora e educação expandida. Tal conceituação tem emergido num contexto de descentramento dos antigos monopólios sobre as dinâmicas de produção/difusão de conhecimentos, onde temos observado uma diversidade de práticas alternativas em diferentes áreas do conhecimento, produzindo conhecimento relevante fora dos espaços e práticas institucionais estabelecidos.

    Trata-se, em certa medida, de pensar a formação de professores voltada para o ensino de sociologia na escola como experimentos de prática sociológica. O ensino como pesquisa e intervenção sociológica. Como identificar temas, problemas e questões relevantes com os estudantes e transformar esses elementos num projeto de pesquisa ou intervenção sociológica? Mas para isso, seria também necessário repensarmos o que aprendemos como fazer sociológico em nossas graduações.

    Por fim, essa não é uma proposta de formação exclusiva. É apenas mais uma trilha possível que poderia se desenvolver ao lado das outras práticas sociológicas que aprendemos na universidade. Esta, deve permanecer como um lugar de convívio da multiplicidade de conhecimentos e práticas científicas.

    Conclusao: relacao entre ensino de sociologia na educação basica e atuação profissional do sociólogo na sociedade. Legitimidade do campo científico depende também da maneira como este campo de conhecimentos está presente na sociedade.

  • Tropixel- arte, ciência, tecnologia e sociedade

    Tropixel- arte, ciência, tecnologia e sociedade

    tropixel 2 logo 286P1060590 O Tropixel foi em evento que aconteceu entre os dias 21 e 25 de outubro e se propôs relacionar arte, ciência, tecnologia e sociedade, na transformação de Ubatuba em um laboratório experimental aberto, oferecendo olhares e ferramentas no relacionamento com a cidade e suas especificidades. Assim, além de palestras e oficinas, houve também uma programação para a realização de ações pontuais, de pesquisa e intervenção no espaço. Essas atividades foram propostas por alguns dos participantes e a programação para sua realização foi feita de maneira colaborativa, onde os grupos se juntaram por afinidade das ações e localização das mesmas.

    A diversidade foi um elemento essencial do projeto, envolvendo pessoas de áreas e locais dos mais distintos nas ações que iam desde oficinas para a criação de Instrumentos musicais com tecnologias livres até a montagem de um telecentro com computadores usados.

    Nós, integrantes do Pimentalab, acabamos nos concentrando em apenas uma atividade: o mapeamento cicloviário de Ubatuba. P1060512

    Esta atividade foi proposta por 3 pessoas que vieram com o Ônibus Hacker e pretendia, com a ajuda de alunos da ETEC de Ubatuba e outros moradores da cidade, andar de bicicleta e apontar onde são os pontos mais problemáticos para o ciclista como buracos e obstáculos, falta de sinalização, etc. De maneira que envolvessem habitantes de Ubatuba nesse processo que buscava criar melhores condições para a manutenção dessa característica da cidade que apesar de ser tida como estilo de vida para alguns, para muitos se trata de uma necessidade diante de restrições financeiras: meio de transporte cotidiano.

    1450874_621225047919494_1650861041_n Então, no primeiro dia nos concentramos em registrar, através de um tracker de celular e de fotos, o percurso que realizamos. Além de criar uma comunidade em uma rede social para trocarmos informações e noticias que nos possibilitem pensar em novas saídas para os problemas que os ciclistas enfrentam em Ubatuba. https://www.facebook.com/ubabike?fref=ts

    No segundo dia, nos reunimos para pensar em como poderíamos contribuir com a cidade e seus moradores. Surgiu então a ideia de realizar uma intervenção com stencil nas vias, para sinalizar o melhor percurso para o ciclista que ia de uma ciclovia a outra, o que também indicava aos motoristas que eles deveriam redobrar sua atenção naquele local, pois dividiriam espaço com os ciclistas. Desse modo a ação significou uma possibilidade de intervenção direta dos usuários das ciclovias e ciclofaixas na cidade, pois apesar de serem maioria na população local, são colocados em segundo plano pelas intervenções da prefeitura, que priorizam uma lógica rodoviária para a organização dos fluxos na cidade.

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    Abaixo estão as imagens das sinalizações sendo utilizadas no dia seguinte a intervenção.

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    Por fim, no terceiro dia, criamos um mapa no crowdmap (https://ubabike.crowdmap.com/), onde é possível que qualquer pessoa aponte onde são os locais que oferecem maior perigo para o ciclista. Visamos desse modo, fazer com que nossas ações no tropixel sejam apenas o ponto de partida para outras atividades, organizadas quem sabe pela própria população local. Nesse sentido o mapa colaborativo pode servir tanto para pensarmos em quais outros locais seria interessante intervir, quanto para colher dados para a apresentação de uma proposta de intervenção para a prefeitura, que se mostrou bastante disposta em colaborar e utilizar as informações coletadas para mudanças no local.

    Aqui também se encontram alguns links sobre o evento e sua organização, a ETEC local e o Ubalab, iniciativa local relacionada à cultural digital:

    https://www.facebook.com/etecubatuba

    http://tropixel.ubalab.org/

    http://ubalab.org

  • CryptoParty: criptografia para as massas!

    CryptoParty: criptografia para as massas!

    Evento discute e ensina criptografia para usuários não experientes

    A primeira edição da CryptoParty São Paulo ocorrerá no último sábado deste mês, dia 30 de novembro, das 9h30 às 19h00.A CryptoParty (ou CriptoFesta) é um evento gratuito e aberto ao público para aprender como usar ferramentas básicas de criptografia para dar maior segurança à sua comunicação. O objetivo dos organizadores é incentivar a criação e disseminação de uma cultura de defesa da privacidade entre as pessoas que utilizam a Internet.

    Os participantes poderão, em um formato (meio) descontraído, assistir palestras sobre segurança da informação e privacidade, discutir o tema e também conhecer as ferramentas de proteção contra a vigilância praticada por empresas e governos.

    A cada nova revelação do WikiLeaks e de Edward Snowden ficamos apavorados e preocupados com a ameaça do controle e da vigilância. Então é necessário não só lutar politicamente contra novas leis e práticas de vigilância, mas também torná-la tecnicamente impossível. “O universo acredita na criptografia”, escreveu Julian Assange, fundador do Wikileaks, da embaixada do Equador em Londres, uma vez que “é mais fácil criptografar informações do que descriptografá-las”[1]. Se a política falhar (e não estamos num momento muito otimista), a criptografia poderá ser a nossa última esperança contra o domínio das grandes empresas e governos.

    A CryptoParty é uma iniciativa global[2] e descentralizada para apresentar softwares de criptografia e explicar seus conceitos para o público em geral. Portanto, não é necessário conhecimento prévio sobre o assunto para participar. A CryptoParty São Paulo está sendo organizada, desde o início de outubro, pela Actantes, entidade de defesa da privacidade e liberdade na rede[3], pelo Grupo de Trabalho “Segurança e Privacidade” da rede social livre Saravea[4] e por colaboradores individuais.

    A programação do dia começará às 9h30 e terminará às 19h e contará com a realização de oficinas (tutoriais), mesas de debate e desconferências (palestras relâmpago). O anonimato da rede Tor[5], chave pública de criptografia (GPG)[6] e OTR (Off The Record)[7] são algumas das ferramentas a serem apresentadas e discutidas durante a festa. No final da tarde, às 17h, o criptógrafo e professor da UNB, Pedro Rezende fará uma palestra mostrando os riscos da biometria para as sociedades democráticas. Falará também da urna eletrônica brasileira, desmistificando o discurso de segurança impecável e mostrando seus pontos obscuros e falhas. Além disso, durante o dia inteiro teremos um Install Fest (festival de instalação) do sistema operacional GNU/Linux Debian[8].

    A CryptoParty adota o software livre como marco zero na discussão de segurança. Nós não confiamos em softwares proprietários, isto é, em programas que não nós permitem observar, auditar, modificar e compartilhar o código fonte[9].

    A programação completa pode ser vista no site[10] ou através do hidden service do Tor[11]. Pedimos para todos os participantes que leiam antes a seção “dúvidas e perguntas mais frequentes”(FAQ) da CryptoParty[12].

    [1] Julian Assange, Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet
    [2] cryptoparty.in
    [3] actantes.org.br / actantes.inf.br
    [4] saravea.net/g/seguranca e saravea.net/g/cryptoparty – necessitamos de colaboração em diversos subgrupos de trabalho!
    [5] torproject.org
    [6] GPG – https://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Privacy_Guard
    [7] OTR – https://en.wikipedia.org/wiki/Off-the-Record_Messaging
    [8] Debian – http://debian.org/
    [9] Essas são basicamente as 4 liberdades definidas no Projeto GNU que definem um software livre
    [10] https://cryptoparty.inf.br/#programacao
    [11] http://7rpom2smywmsynlu.onion
    [12] https://cryptoparty.inf.br/#faq

    :: CryptoParty Brasil - Edição São Paulo 2013 ::
    
    SITE OFICIAL: https://cryptoparty.inf.br
    
    LOCAL: Rua Minas Gerais, 181 - Consolação - São Paulo/SP 
    Próximo ao metro Paulista e Consolação.
    
    HORÁRIO: 9h30 às 19h
    
    EMAIL: contato@cryptoparty.inf.br
  • Roda de Conversa: Movimentos Sociais e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação

    Roda de Conversa: Movimentos Sociais e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação

    cartaz_movsociaisSeminários do Pimentalab/TransMediar: “Movimentos Sociais e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação”.

    Roda de conversa com Guilherme Flynn Paciornik.

    Texto disponível em – http://hp.pimentalab.net/biblio/Guilherme-Flynn-Paciornik-Mestrado-Movimentos-Sociais-e-Tecnologias-2013.pdf

    Data: 26 de novembro, terça-feira, às 18h
    Local: Unifesp Guarulhos (campus provisório)
    sala 306. Av. Monteiro Lobato, 679.

    Foto de capa: Renato Aymbere. Mais em https://secure.flickr.com/photos/100367385@N08/

  • Encontro de Culturas Populares e Tradicionais

    Encontro de Culturas Populares e Tradicionais

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    O Encontro de Culturas Populares e Tradicionais, aconteceu entre os dias 1 e 6 de outubro no SESC Itaquera, zona leste de São Paulo. Ele buscou reunir presencialmente os membros da Rede de Culturas Populares e Tradicionais que existe desde 2006, tendo como um de seus principais objetivos avaliar as políticas públicas de cultura dos últimos 10 anos e também fazer novas proposições sobre as mesmas. Assim, junto às reuniões dos colegiados regionais do Conselho Nacional de Cultura, dentre outras, ocorreram rodas de conversa temáticas com a participação de representantes de comunidades tradicionais e associações comunitárias, coletivos, pesquisadores, ONGs, agentes do Ministério da Cultura e etc.

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    Uma dessas rodas foi a de Democratização dos meios de comunicação. Ali acompanhei as discussões nos dias 4 e 5, quando os participantes redigiram suas propostas relativas ao tema dentro de quatro eixos: Infraestrutura, Fomento, Formação e Distribuição, além de uma moção de apoio ao “Marco Civil da Internet”, como forma de garantir a democracia e diversidade na comunicação. O resultado do processo foi um documento amplo, mas não genérico, no que diz respeito ao alcance das pluralidades culturais presentes ou não no local. Tais propostas foram votadas em plenária durante o vento.

    Porém, a queDSC02445stão da Democratização dos Meios de Comunicação não pareceu ser o foco da atenção dos membros da rede que participavam do evento, tendo poucas pessoas na tenda em comparação às outras rodas de conversa.

    Paralelo às reuniões, oficinas e assembléia, ocorreram durante todos os dias manifestações culturais de grupos tradicionais de diferentes regiões do Brasil.

    Juliana

     

    Para maiores informações: http://culturadigital.br/comunicadiversidade/

    Relatório Final do Seminário para Indicação de Políticas Públicas para Cultura e Comunicação: http://culturadigital.br/comunicadiversidade/2013/05/19/1-seminario-relatorio-final/

     

  • Marco Civil da Internet – ao vivo

    Marco Civil da Internet – ao vivo

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    A proposta de um Marco Civil da Internet foi elaborada por diversos grupos da sociedade civil durante um longo processo de discussão. Agora, após 2 anos de enrolação para sua aprovação e diante do pesadelo real do Big Brother americano, o governo federal e o congresso brasileiro acordaram para a importância de sua votação. Para analisar as propostas e disputas em curso e refletir sobre as implicações do Marco Civil da Internet em nossa comunicação cotidiana realizamos uma roda de discussão sobre o tema.

     

    Seminários do Pimentalab/TransMediar: “Marco Civil da Internet”.

    Com a presença da pesquisadora Cristiana Gonzalez.

    Data: 26 de setembro, quinta-feira, às 18hs

    Local: Sala 13 – Campus Pimentas – EFLCH/Unifesp.

     

    Materiais para discussão:

    Relatorio-Alessandro-Molon-Marco-Civil-11-7-2012

    Projeto de Lei – Marco Civil da Internet

    Proposta do Marco Civil analisado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil

    Novas emendas ao Projeto de Lei – final de setembro/2013

     

  • GT Flisol Guarulhos

    GT Flisol Guarulhos

    No último FLISOL de Guarulhos (mais informações em https://extensao.milharal.org//?s=FLISOL) um dos encaminhamentos foi a necessidade de se constituir um Grupo de Trabalho que pudesse fazer encaminhamentos práticos para políticas públicas de software livre e comunicação digital.

    O primeiro encontro do GT foi realizado no dia 10 de maio, às 18h no DIT da Prefeitura. Estavam presentes na reunião entusiastas do software livre, membros do DIT e Comunicação da Prefeitura, estudantes do IFSP Campus Guarulhos e Unifesp (Pimentalab).

    Algumas discussões, iniciadas no encontro, foram aprofundadas no GT, a exemplo da importância de uma regulamentação do uso do solo urbano pelas empresas de Telecomunicações, que poderiam fornecer uma infraestrutura de comunicação baseada em tecnologias como a fibra óptica. Buscar exemplos de experiências ligadas ao SL e uso de tecnologias digitais, como as Casas de Cultura Digital.

    Outro ponto levantado foi a de se criar políticas públicas que incentivem jovens programadores em software livre. A incorporação de políticas de educação digital na educação pública e a construção de um calendário de atividades, como: seminários e feiras que pudessem convergir com eventos do tipo Semana Nacional da Ciência e Tecnologia

    Encaminhamentos finais (pautas):

    • Casa da Cultura Digital em Guarulhos;
    • Educação Digital;
    • Uso do Solo Urbano pelas empresas de Telecomunicações;
    • Encontros quinzenais itinerantes.

    Próximo Encontro

    Sexta-feira, 24 de maio
    19h no DIT da Prefeitura
  • Redes Livres – oficina de provedores comunitários

    Redes Livres – oficina de provedores comunitários

    Oficina realizada no Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre (FLISOL 2013) de Guarulhos e Alto Tietê.
    Marcelo Saldanha, diretor de tecnologia e comunicação do OCSP – Observatório de controle do Setor Público de Campos dos Goytacazes-RJ, presidente do Instituto Bem Estar Brasil, onde são desenvolvidas atividades em prol da universalização da banda larga com gestão participativa das redes, promovendo empoderamento popular através das TICs, além de inclusão digital em parcerias com universidades públicas da região. O projeto principal do Instituto está nas Comunidades Digitais, onde são instalados telecentros e provedores comunitários de forma que os cidadãos possam usar as redes para educação, cultura, capacitação e mobilizações virtuais em prol do desenvolvimento local.

    A oficina

    Saldanha apresentou que os custos de um provedor comunitário seria inferior aos custos de provedores piradas, sendo portanto uma boa opção para o consumidor final. O custo dos equipamentos, para uma rede de até 20 usuários estaria em torno de R$ 2 mil. Esses provedores comunitários seriam capazes de garantir conexões com qualidade diferente do tráfego de apenas 20% garantido pelas Teles. Um interessante dado apresentado, de que segundo os critérios da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), qualquer conexão acima de 64kpbs pode ser considerada banda larga, aumentando os números que afirmam crescimento da banda larga no país. Na prática, até mesmo celulares de conexão EDGE são consideradas de banda larga. (Para testar sua conexão acesse http://simet.nic.br/)

    Enquanto é aguardada a deliberação da consulta pública 52, que permitirá a existência definitiva de provedores comunitários, muitos optam pela criação de empresas sem fins lucrativos, que a depender do estatuto poderão cobrar taxas de manutenção da entidade e de seus benefícios. A internet aqui, não aparece como um produto ou serviço segundo o Código de Defesa do Consumidor, mas sim, como um benefício aos associados.(Saldanha).

    No canal de youtube de Saldanha encontramos alguns vídeos, incluindo um sobre infraestrutura e gerência de redes para servidores comunitários. Outo interessante vídeo é um organograma da metodologia adotada para constituição de cidades digitais.

    Segundo o organograma, identificar comunidades interessadas e a mobilização de lideranças (principalmente associações de bairro), são fundamentais para a implantação das atividades segundo proposições de audiências comunitárias. Aparece também a importância da comunidade gestora e um plano de captação de recursos, onde é sugerida a parceria com o poder público. Por fim seria preciso a associação de usuários para o uso da conexão.

  • Ocupe Largo da Batata

    Ocupe Largo da Batata

    O Largo da Batata já não é tão mais largo assim. Ele tem sofrido uma série de transformações por conta da chamada “Operação Urbana Faria Lima”. Mas, no final das contas, quem ganha e quem perde com a tal operação?

    Pessoas que viveram ao longo de suas vidas na região e ajudaram a construí-la são desapropriadas. Casas vão ao chão para que sejam construídos no lugar prédios comerciais ou de “alto padrão”. A especulação imobiliária (valorização de imóveis provocada por esse movimento) acaba por expulsar os moradores e comerciantes originais do Largo e leva com eles a cultura e os costumes locais.

    No dia 16 de março vamos ocupar o Largo da Batata com uma festa. Não para celebrar o que estamos perdendo, mas para mostrar que o espaço público pertence às pessoas. Não há lei, construtora ou incorporadora que possa nos desapropriar aquilo que é nosso por direito: a rua.largo da batata

    Queremos chamar você que mora e que trabalha no bairro, que passa por ele para pegar ônibus ou metrô e que frequenta seus bares para participar com a gente. A festa é colaborativa, ou seja, é feita por quem desejar, da maneira como desejar! Sinta-se a vontade, a rua é casa de todos e todas nós. Traga batatas, ideias, gazebo, farofa, cadeiras de praia, cangas ou mesmo o seu corpo para dançar. Vamos ter música, intervenções, brincadeiras (para crianças e adultos), comidinhas e bebidinhas.

    Falando em comes e bebes, fazemos um convite de todo coração aos comerciantes e ambulantes da região: pipoqueiros, milheiros, doceiros, vendedores de bebidas, fazedores de cachorro quente… VENHAM!!! Se você tem algo para vender, traga. Não precisa de autorização nossa, nem de ninguém.

    Haverá lançamento do livro Copyfight durante a ocupação

    Informações sobre a Ocupação 
    
    http://ocu.pe/batata
    http://www.facebook.com/events/271324219666303/?group_id=0
  • FLISOL 2012 em Guarulhos

     

    Neste sábado haverá o FLISOL – Festival do Software Livre de Guarulhos – http://softwarelivre.org/flisol-guarulhos
    A programação está bem interessante e convergente com as discussões da nossa disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais – http://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012

    Pela manhã, haverá palestra do Sergio Amadeu (está na nossa biliografia) e várias oficinas. Eu e alguns membros do Pimentalab faremos uma apresentação sobre tecnologias livres e educação com início previsto para às 10:40 (sala de artes), junto com o povo da Wikimedia Brasil.

    No mesmo horário o colega Thiago Pimentel fará uma oficina sobre tecnologia e ativismo em redes.
    No período da tarde haverão oficinas de edição de audio, video em software livre, entre outras coisas.

    Enfim, será uma ótima oportunidade para conhecer novas pessoas da região (alto-tietê) que estão envolvidas com o uso criativo e crítico das tecnologias de comunicação.