De relance, num outro ângulo, um outro lugar.

Retorno do trabalho após uma longa terça-feira. Na estrada, de carona com outros professores, os olhos cansados, o corpo frágil, o pensamento desatento.

atenção, imagens fortes!
galinhas bicam pássaro vivo, ainda ofegante..
galinhas, que des(h)umanas galinhas..

Esse “Caminho Velho” ficará na memória?
Nas incongruências que existem agora?
Ou nas histórias de lutas da aurora….
Na rua, no campus, nas aulas de história?
Sabemos que tudo tem um tempo…
Respeitemos esse momento
Seguimos no compasso
Calejados mas atentos…
Queremos o Caminho Velho!
Depois que a obra se findar….
Voltaremos, voltaremos, voltaremos….
T.Q.
Sobre as imagens que estão começando a surgir no site: https://extensao.milharal.org/category/pesquisa-de-campo/fotografia/
Uma das questões que tem movimentado meu pensamento em minha prática como professor na universidade, é de que forma podemos apreender e captar os saberes e a novidade trazida por cada aluno. A universidade, como toda instituição, é um universo cheio de códigos próprios. Nela, algumas formas de enunciação, suas linguagens e formas de pensamento são mais incentivadas e reconhecidas do que outras. Cada instituição é marcada por formas próprias de comunicação. Em se tratando de uma instituição voltada para a promoção do conhecimento, a criação de mecanismos que permitam o encontro entre diferentes saberes e formas de expressão com aqueles conhecimentos que gozam de maior centralidade na instituição, pode contribuir para o surgimento de uma ecologia mais diversa. A possibilidade de inovação e ação criativa no interior de qualquer instituição depende de uma capacidade de relacionar suas dinâmicas internas com o meio externo. Por vezes, tenho a impressão que a não-abertura para outras formas expressivas no trabalho com os estudantes gera epistemicídios – a perda/morte de outros saberes (expressão do Boaventura de S.Santos). Como acolher outros saberes que são frequentemente silenciados pelos códigos dominantes no interior de uma instituição? Como proporcionar um encontro positivo entre esses diferentes saberes de maneira a criar novos conhecimentos, tanto acadêmicos quanto existenciais? As imagens que vocês estão começando a produzir estão dando novas pistas, rastros de novos caminhos a serem investigados.

Pimentas, noite e dia.
Sempre que olho pela janela imagino uma pintura. Essa última, um rabisco de giz.
Edição feita no GIMP – Tutorial

São paulo tem de tudo: feijoada vegana as 4 da manhã; Psicologo que atropela ciclista e joga o braço decepado no rio; skinhead mestiço; time de futebol anarquista …
Tem de tudo, basta procurar.
Obs: apanhei pra tirar essa foto. obturador, iso, abertura …

Onde começa a faculdade
Foto da fila para a ponte orca em Itaquera.
Pensando um pouco sobre onde começa a faculdade, se no caminho ou no portão..

Estranha a sensação ao andar nas ruas do Bairro Pimentas e perceber que de um lado está um ponto de ônibus novo em folha, e bem a sua frente existe outro ponto totalmente deteriorado…
Por que isso acontece? Sinceramente, não sei. O que sei é que a visão é até um pouco surreal. Esses pontos de ônibus ficam na rua do Supermercado Nagumo.
Ao mesmo tempo que o bairro cresce. Há um atraso em resolver problemas simples. Onde, nesse caso, era somente pintar o ponto, ou trocar de vez! Como fizeram com o mais novo.
A “burrocracia” incomoda a tod@s… E parece que em todas as cidades existem esse atraso em resolver alguns problemas de interesse público.
T.Q.

O sol se põe no circo do Pimentas
Há alguns dias fiz essa foto depois de sair da aula. Tinha em mente nossa discussão sobre a saída fotográfica e tentava identificar a delicadeza presente nos detalhes que com a camera, por vezes, me escapam.
O dia terminava, o sol se despedia e o circo chegava deixando no céu um bonito colorido.

Essa foto foi registrada em um sábado, onde, por ser final de semana, a população local traz para o bairro uma movimentação diferente. Todos/as saem para comprar, jogar bola, passear, conversar na esquina, etc.
O movimento no centro comercial é intenso, praticamente o comércio inteiro está aberto para receber as pessoas que não tem tempo de ir às compras durante a semana porque estão no trabalho.
As ruas trazem em minha memória uma certa semelhança com alguns bairros da Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais, pois tem muitos morros e declives. As construções são muitas, pois o bairro está em crescimento contínuo, muitas casas estão em fase de acabamento ou simplesmente no tijolo vermelho mesmo.
Assim é um pouco dos Pimentas… um bairro apimentado no final de semana.
T.Q.

As borboletas, depois que saem do casulo, vivem vinte quatro horas. aprendi (e acreditei n) isso com uma grande amiga. essa borboleta (mariposa) passou parte de sua-vida-nosso-dia presa entre duas grades.
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.Manoel de Barros
O poeta do mato, para os dias no interior.

A camera na mão sempre me causa a inquietação: o que fotografar? Entre observar o espaço, encontrar a cena e escolher o ângulo, o foco, etc. alguma coisa me escapa! E na tentativa de não deixar esse algo escapar, acho que fiz alguns registros muito panorâmicos em nossa saída fotográfica.
Pensando nisso, resolvi ser mais intuitiva e prestar antenção nos detalhes. Nos pequenos objetos que provocassem algum estranhamento.
As fotografias são de grafittis e pixações que encontrei em alguns muros do Itaim Paulista.