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  • Tecnopolítica Latino América – Bernardo Gutiérrez 03-11

    Tecnopolítica Latino América – Bernardo Gutiérrez 03-11

    No dia 3 de novembro realizaremos o seminário TECNOPOLÍTICA LATINO AMÉRICA, organizado pelo Pimentalab, Departamento de Ciências Sociais e Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNIFESP.

    O jornalista e pesquisador Bernardo Gutiérrez apresentará o resultado da pesquisa #tecnopolíticaLATAM, desenvolvida com apoio da OXFAM América Latina. A pesquisa tem o objetivo de mapear as novas dinâmicas de comunicação, organização e ação política na América Latina através das tecnologias digitais.

    Elaborada a partir de fontes primárias e secundárias, com quase 30 entrevistas exclusivas, a pesquisa inclui também o estudo de dados digitais para melhor visibilizar processos emergentes da sociedade.  A pesquisa de dados (com grafos e datamining) estudou a expansão latinoamericana e global do caso Ayotzinapa (desaparecimento de 43 estudantes no México), o Greve Camponesa da Colômbia (2013), a campanha #MachistasFueradeLasListas na Bolivia, a relação das revelações do Snowden e o Marco Civil da Internet no Brasil, e as revoltas #RenunciaJOH que pediam a renuncia do presidente de Honduras.

    Dia 03-11 às 19h30
    Sala 209
    Unifesp Guarulhos (campus provisório)
    Av. Monteiro Lobato, 679

     

    tecnopoliticaLATAM

  • Grupo de Estudos – 15/09

    Grupo de Estudos – 15/09

    Retomando as atividades do Grupo de Estudos Pimentalab, o próximo encontro será realizado no dia 15 de setembro.

    O texto base será “Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial” de Donna Haraway. Disponível para download.

    “Haraway é professora de História da Consciência na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Seus trabalhos influenciaram os chamados Estudos Culturais e Estudos de Mulheres (como a Teoria Literária e Filosofia). Seu trabalho mais famoso é o “Manifesto ciborgue”, originalmente publicado na Socialist Review, em 1985, e que depois se tornou um dos capítulos do livro Simians, Cyborgs and Women – The Reivention of Nature (1991).”[1]

    [1] Donna Haraway e o manifesto ciborgue – Universidade Livre Feminista. http://feminismo.org.br/donna-haraway-e-o-manifesto-ciborgue/

    Data: 15/09
    Horário: à partir das 18h
    Sala 310 (Pimentalab/Visurb)
    EFLCH - Guarulhos
    Campus Provisório
    Av. Monteiro Lobato, 679

    15-09_donna-haraway

  • Bolsa PIBEX – seleção bolsista Pimentalab

     

    1 Bolsa para atuar no Pimentalab junto aos Projetos:

    Detalhamento dos projetos abarcados pela atuação do bolsista:
    http://prototype.pimentalab.net
    http://extensao.milharal.org
    http://cienciaaberta.ubatuba.cc

    Criado em 2010 como um grupo de pesquisa e extensão, o Pimentalab (Laboratório de Tecnologia, Conhecimento e Poder) tem realizado diversas ações e projetos com o apoio da Unifesp, das agências de fomento à pesquisa e extensão (editais CAPES/PIBID 2012-2013, MEC/ProExt 2013 e 2014), e mediante o engajamento voluntário de estudantes e demais colaboradores.

    O foco de nossas ações extensionistas está orientado para o desenvolvimento de práticas de produção colaborativa de conhecimentos e apropriação crítica e criativa das tecnologias digitais. Como será detalhado adiante, desenvolvemos metodologias, pesquisas e práticas organizacionais para realizar ações de pesquisa participativa e intervenções socioculturais junto ao público extra-universitário (agentes culturais, professores, coletivos e organizações sociais) mediante a utililização das tecnologias de comunicação digital em suas múltiplas linguagens (fotografia, video, audio, cartografia, web).

    Em 2015 daremos continuidade aos projetos de extensão implantados em 2014 (“Conhecimentos Locais e Tecnologias Digitais” – edital MEC/ProExt 2014; e Plataforma Sociotécnica), que estarão articulados a dois projetos de pesquisa-extensão interinstitucional recentemente aprovados. Os bolsistas estarão
    envolvidos nas ações dos seguintes projetos (as ações de cada bolsista serão detalhadas adiante):

    [1] Pimentalab: conhecimentos locais e tecnologias digitais (cadastrado no SIEX no final de 2012 e executado em 2013 e 2014 com recursos do MEC/PROEXT). O registro das ações realizadas estão publicamente disponíveis em: http://extensao.milharal.org Este projeto de extensão articula-se ao seguinte projeto de pesquisa e extensão: [1.1] Ciência Aberta e Desenvolvimento Local: projeto sob coordenação do IBICT/UFRJ e com apoio do OCSDnet/Canadá. Mais informações: http://ocsdnet.org/grantwinnersarticles/ibict-instituto-brasileiro-de-informacao-em-ciencia-e-tecnologia-okbr-open-knowledge-brasil-participating-institution/#sthash.ZeNORdWF.dpuf

    [2] Plataforma Sociotécnica Pimentalab: desenvolvimento, instalação e implantação de um servidor web de gestão comunitária. O projeto original está disponivel em: https://extensao.milharal.org/software-livre-e-seguranca/plataforma-sociotecnica-pimentalab/ Este projeto de extensão implementará um protótipo de rede de servidores entre universidades públicas. Tal percurso exigirá construção metodológica para gestão compartilhada entre diversos atores e
    formação em aspectos técnicos. São ações convergentes com o projeto de pesquisa-extensão: [2.1] Intersecções entre pesquisa, ação e tecnologia: Rede Latino‐Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade/LAVITS. Projeto sob coordenação da UFRJ e apoio da Fundação Ford.

    Atividades do Bolsista:

    As ações dos bolsistas estão distribuídas em duas linhas de objetivos:

    [1] No ambito do Projeto “Plataforma Sociotécnica Pimentalab” pretendemos integrar projetos de pesquisa e extensão baseados na utilização de tecnologias de informação e comunicação e oferecer suporte adequado para ações de ensino, pesquisa e extensão já em andamento. Neste sentido, os bolsistas irão colaborar nos seguintes objetivos específicos:

    *Estimular a utilização de tecnologias que promovam a liberdade de comunicação, conhecimento, segurança e privacidade.
    *Mapear as tecnologias utilizadas por grupos sociais específicos.
    *Colaborar para a implantação e manutenção de um servidor web para a hospedagem de projetos científicos e sociais, acadêmicos e extra-acadêmicos.
    *Promover a criação de redes de colaboração entre pesquisadores e a sociedade civil.
    *Promover o desenvolvimento organizacional com vistas a estabelecer uma metodologia de gestão compartilhada do servidor web.

    [2] No âmbito do Projeto “Ciência Aberta e Desenvolvimento Local” nosso objetivo é desenvolver de maneira reflexiva práticas científicas-educacionais que se efetivam através de experimentos de pesquisa-ação voltados à produção colaborativa de conhecimentos locais apropriando-se criativamente das tecnologias digitais de comunicação em suas múltiplas linguagens (principalmente visuais). Aqui, os bolsistas atuarão na realização dos seguintes objetivos específicos:

    *Promover a utilização de tecnologias livres voltadas à pesquisa social aplicada.
    *Realizar oficinas de capacitação e disseminação do público extra-universitário nas metodologias e tecnologias utilizadas.
    *Realizar pesquisas colaborativas junto às comunidades interessadas na produção de pesquisas locais.
    *Realizar a documentação multimídia e a sistematização pública dos conhecimentos produzidos.

    Período de vigência da bolsa:

    de 01/08/2014 a 30/12/2014 (6 meses).

    Carga Horária Semanal: 16 horas.

    Valor da Bolsa (4 bolsistas): R$400,00.

    Requisitos e indicadores para classificação:

    (a)alunos regularmente matriculados no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b)bom desempenho acadêmico e interesse em atividades de pesquisa;

    (c)interesse na utilização intensiva de tecnologias de informação e comunicação;

    (d)capacidade para trabalhar coletivamente: autonomia, colaboração, planejamento em equipe, escuta, participação ativa, capacidade de sistematização e compartilhamento de informação.
    (e)conhecimentos técnicos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação.

    (f) familiaridade com os projetos, tecnologias e atividades  desenvolvidas pelo Pimentalab.

    (g)tempo disponível conforme carga horária proposta;

    (h)não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    Processo de Inscrição:

    O candidato deverá se inscrever por e-mail enviando uma mensagem:

    [para] opensocialsciences@gmail.com

    [assunto] PROEXT-Pimentalab

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    (c)Proposta de trabalho que gostaria de desenvolver tendo em vista os objetivos e eixos temáticos descritos acima (até 2 páginas).

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: até 6/7/2015

    Resultado: 7 de julho de 2015.

     

  • Tropixel – Dia 1 – Hardware Científico Aberto

    Tropixel – Dia 1 – Hardware Científico Aberto

    20150601_143751-mod-peq 20150601_151513-mod-peq IMG_7025-mod-peq IMG_7050-mod-peq IMG_7077-mod-peq

    Hoje, segunda, tivemos o primeiro dia de atividades do Tropixel Ciência Aberta, a primeira parte da oficina de Hardware Científico Aberto. Guima-san e Gina Leite contaram sobre o interessantíssimo projeto Infoamazônia (http://infoamazonia.org/pt/about/), em especial sobre o piloto que estão desenvolvendo no rio Tapajós, medindo a qualidade da água entregue às comunidades. Para quem se interessar, o áudio da apresentação está aqui:

    https://archive.org/details/infoamazonia-tropixel-2015

    Depois, Guima falou sobre sensores com hardware aberto e sua aplicação em projetos de monitoramento ambiental. Contou algumas experiências bem interessantes do Public Lab (http://publiclab.org/) e mostrou vários sensores de baixo custo. Mais tarde, todos os participantes – na maioria alunos da Etec – começaram a montar seus próprios sensores de condutividade elétrica da água.

    A oficina continua nesta terça-feira no auditório da Etec (Unitau), e vocês estão todos convidados. Vamos pegar algumas amostras de água para testar os sensores e devemos também trabalhar com documentação, outros tipos de sensores e replicabilidade das experiências. Queremos ainda planejar alguma ação para desenvolver durante o Lab #mozsprint que acontece nos dias 4 e 5 – talvez fazer saídas de campo para coletar diversas amostras de água na cidade, ou algo parecido.

    A oficina é aberta e gratuita. Só aparecer por lá!

  • Oficina Instalação do Servidor Pimentalab

    Oficina Instalação do Servidor Pimentalab

    DSC00070-peqNo dia 09/10 foi realizada uma oficina de instalação do servidor Pimentalab. Na ocasião acompanhamos a instalação feita pelo tecnoativista Marcelo Tech.

    De acordo com o projeto original “[…] construção do sistema de informação e plataforma web com servidor autônomo em funcionamento (sempre com software livre).” Um dos objetivos do servidor seria funcionar em apoio a uma rede de blogs de grupos de pesquisa.

    Para a instalação optamos por algumas configurações a fim de minimizar os riscos relativos à segurança do servidor:

    Gerenciador de Volume Lógico

    O LVM[1] (Logical Volume Manager), ou Gerenciador de Volume Lógico, permite que o disco rígido (HD) seja redimensionado com facilidade. Com o LVM é possível criar partições lógicas que se estendem pelos volumes físicos, portanto, as partições não ficam limitadas pelo tamanho dos discos individuais, mas sim por um volume cumulativo. Posteriormente é possível adicionar um disco para redimensionar as partições. para mais informações acesse aqui.

    Na instalação do Debian é possível escolher a opção de LMV criptografado. A opção “para iniciantes” cria apenas uma partição para o diretório /home, mas é possível configurar manualmente o LVM criptografado. A dica para o o LVM criptografado manualmente é primeiro criar uma partição para o /boot (que não pode ser criptografada), depois criar a criptografia para o restante do hd e por último configurar o LVM.

    DSC00060-peq

    Criptografia de Disco

    A criptografia de disco serve para proteger os dados no caso de roubo ou perda do computador ou disco rígido. O padrão de criptografia utilizada na instalação do linux é AES[2] com chave de 256 bits, ou seja, um algoritmo de chave simétrica[3] onde existe apenas uma chave (senha) para as operações de cifragem e decifragem.

    Para se quebrar uma chave de segurança desse tipo de criptografia, um ataque comum de força bruta (programas testam por palavras de dicionário) demoraria alguns milhões de anos se a senha for bem configurada: acima de 25 caracteres, com letras e números, maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais. Um caso bem conhecido de tentativa de quebrar senhas de criptografia foi o que envolveu o FBI e os discos rígidos de Daniel Dantas, preso na operação Satiagraha da Polícia Federal em 2008.

    Bootless

    “Bootless é uma integração tecnológica que permite um computador criptografado a permanecer sem gerenciador de partida (bootloader), de modo que grampos em software sejam difíceis de serem instalados. O Bootless é um gerenciador de partida em software livre instalado numa mídia removível e utilizado para inicializar computadores. É baseado no git-annex e no GNU Grub. É previsto suporte inicial para o sistema operacional Debian. O Bootless atualmente usa a Hydra Suite.”[4]

    Tipos de ataque à criptografia

    Quando um sistema operacional é instalado, o boot é inserido na MBR (Master Boot Record) o primeiro setor de um hd, onde também se localiza a tabela de partições. O boot do computador é o primeiro processo responsável para iniciar o sistema operacional, e portanto, não pode ser criptografado.

    Se uma pessoa tiver acesso físico ao computador ela poderá se utilizar dessa vulnerabilidade de arquitetura dos computadores. Uma técnica, conhecida como Evil Made Attack[5], pode ser utilizada para infectar o carregador do True Crypt (software utilizado para criptografia de disco na instalação do linux). Utilizando o bootless, minimizaria os riscos de alguém que tiver acesso físico ao servidor inserir um backdoor[6] no sistema.

    Cultura de Segurança

    Além dessas possibilidades de implementação de segurança, um sistema seguro é um sistema atualizado. Isso minimiza os riscos de ataque através de vulnerabilidades de software. Para sistemas GNU/Linux existe o manual de segurança do Debian[7] bem interessante, onde é possível conhecer algumas ferramentas úteis para auditoria do sistema.

    Referências

    • [1] Instalando o Linux com LVM – http://www.hardware.com.br/artigos/linux-lvm/
    • [2] AES (Advanced Encryption Standart) https://pt.wikipedia.org/wiki/Advanced_Encryption_Standard
    • [3] Algoritmo de chave simetrica – https://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmo_de_chave_sim%C3%A9trica
    • [4] Bootless – https://bootless.sarava.org/index.pt/
    • [5] Evil Maide Attack – http://sseguranca.blogspot.com.br/2010/02/evil-maid-attack-ataque-ao-truecrypt.html
    • [6] Backdoor – https://pt.wikipedia.org/wiki/Backdoor
    • [7] Securing Debian Manual – https://www.debian.org/doc/manuals/securing-debian-howto/ch-sec-tools.pt-br.html

    Mais informações

  • Telefonia Autonoma

    SFLphone + Lorea PBX

    O Lorea PBX é uma central telefônica livre, que tanto seu código quanto sua central são baseados em software livre.

    SFLphone é um terminal VoIP (softphone)para linux que permite efetuar e receber chamadas, utilizando-se de protocolos SIP e IAX.

    Como utilizar:

    • Fazer o cadastro no Lorea PBX
    • Baixar e instalar o SFLphone
    • Configurar o cliente SFLphone
    • Ativar protocolos “TLS e SRTP” no perfil do Lorea PBX em datos usuario → opciones → TLS e SRTP → submit
  • Projetos de Referência

    Projetos de Referência

    Projetos para Inspiração

    Banco Geral de Links

    Projetos de Intervenção e Pesquisa Social

    http://www.paisajetransversal.com/ Paisaje Transversal es una OFICINA que impulsa, coordina, diseña y asesora procesos innovadores de transformación y análisis urbano desde la participación, la ecología y la creatividad, siempre adaptados a la realidad local. Además, Paisaje Transversal lleva funcionando desde 2007 como PLATAFORMA de pensamiento e investigación sobre la ciudad y el territorio. Esta plataforma sirve como apoyo teórico a la oficina y su imagen más visible es el blog www.paisajetransversal.org. Uno de los blogs más influyentes de arquitectura en castellano en el mundo desde hace más de 4 años. Nuestro trabajo se basa en los siguientes cuatro Principios:

    • Trandisciplinareidad: Aportamos soluciones integrales porque poseemos una formación y una perspectiva coordinada de las principales materias que analizan el fenómeno urbano: sociología, geografía, paisajismo, derecho, urbanismo, ecología, economía…
    • Implicación ciudadana: Otorgamos un papel decisivo a la ciudadanía en la transformación de su entorno para generar una responsabilidad compartida, y la transparencia en los procesos
    • Item numa Lista Não OrdenadaHerramientas digitales: Las TIC (las tecnologías de la información y la comunicación) y el desarrollo tecnológico nos proporcionan ventajas ineludibles en la agilización de la participación ciudadana y la reducción de costes y tiempos.
    • Ecología de medios: Operamos mediante intervenciones reversibles, testeos y pruebas para llevar a cabo nuestras propuestas.

    http://viveroiniciativasciudadanas.net [VIC] Vivero de Iniciativas Ciudadanas es una plataforma abierta, colaborativa y orientada a promover, difundir, analizar y apoyar iniciativas y procesos críticos con ánimo propositivo de la ciudadanía, con especial incidencia en la transferencias al territorio, la ciudad y el espacio público. Observamos y cartografiamos iniciativas ciudadanas que suponen “otra forma de hacer las cosas”, incorporando nuevos conceptos, agentes e iniciativas en innovación social y estudiando su aplicabilidad a proyectos y propuestas (estudios de caso) en el ámbito de la arquitectura y lo urbano. Proponemos proyectos y estrategias o “modos de hacer” que sirvan de puente entre los diversos agentes que formamos hoy la sociedad red que estamos construyendo. Compartimos el conocimiento colectivo en diversos talleres, encuentros y foros abiertos generando vínculos actualizados en la sociedad, escuchando, estudiando y proponiendo rutas sobre situaciones concretas, que permiten reunir teoría y práctica.

    http://smartcitizens.cc La exposición Smartcitizens surge con el ánimo de dar respuesta a la temática de la Smart City, poniendo el acento en el ciudadano y en nuevos modos de organización social. Gracias a este objetivo se estructura un proyecto, que originalmente expositivo, pasa a tener un carácter divulgativo, interactivo, abierto y propositivo. Para lograrlo Smartcitizens se ha hecho eco de las nuevas lógicas de red y la cultura libre para transformarse en un proceso que conecte experiencias en todo el mundo y promover así procesos de transformación urbana y social. Bajo la pregunta «¿Y si expandimos el poder de la inteligencia ciudadana?» la muestra Smartcitizens abre el código de la exposición: cualquier persona puede replicar, remezclar, reducir o ampliar la exposición con proyectos locales. Esto significa que la exposición (el objeto) pasa a ser un proceso. Smartcitizens se transforma en #SmartcitizensCC. Una caja de herramientas. Un catalizador de conexiones. Un escenario de aprendizaje colectivo

    http://ictkm.cgiar.org/index.php The ICT-KM Program of the CGIAR promotes and supports the use of information and communications technology (ICT) and knowledge management (KM) to improve the effectiveness of the CGIAR System’s work on behalf of the poor in developing countries. The ICT-KM Program helps the CGIAR develop and sustain a culture of active information and knowledge sharing. This involves timely yet cost-effective multi-directional communications, the know-how to collaborate, and the tools to support multi-disciplinary and multi-cultural teams. The Program also supports champions of these changes throughout the System, explores and encourages incentives for change, and sponsors projects that show demonstrable value and impact.

    Grupos de Pesquisa Científica

    1. Tecnologia, Política/Ativismo

    http://civic.mit.edu/ We use the term civic media, rather than citizen journalism: civic media is any form of communication that strengthens the social bonds within a community or creates a strong sense of civic engagement among its residents. Civic media goes beyond news gathering and reporting. MIT researchers and students are experimenting with a variety of new civic media techniques, from technologies for protests and civil disobedience to phone-texting systems that allow instant, sophisticated votes on everyday activities. The Center amplifies the development of these technologies for community empowerment, while also serving to generate curricula and open-source frameworks for civic action. Transforming civic knowledge into civic action is an essential part of democracy. As with investigative journalism, the most delicate and important information can often focus on leaders and institutions that abuse the trust of the communities they serve. By helping to provide people with the necessary skills to process, evaluate, and act upon the knowledge in circulation, civic media ensures the diversity of inputs and mutual respect necessary for democratic deliberation. Some of what emerges here looks like traditional journalism, while some moves in radical new directions.

    http://civilsc.net/ El Programa de Comunicación y Sociedad Civil es un espacio Interdisciplinar de Investigación en el Internet Interdisciplnary Institute (IN3) de la UOC. Un laboratorio de análisis e investigación sobre los movimientos en red a partir de experiencias y conocimientos que salen del cruce de espacios como los movimientos y la universidad. Desde que empezó la crisis, en 2008, han emergido en el mundo una gran cantidad de procesos de movilización social en los que las redes han jugado un papel fundamental. Como parte de este proceso han emergido nuevas formas comunicación en red que transforman la morfología misma de la socidad civil. Desde el Programa de Comunicación y Sociedad Civil queremos contribuir al análisis de estos procesos desde una prespectiva abierta, que atienda tanto a la complejidad como a la centralidad de las redes de comunicación. De este modo se abren nuevos territorios para la investigación social.

    2. Pesquisa em Mapeamento de Controvérsias

    http://controverses.sciences-po.fr/archiveindex/

    http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com.br/2010/10/cartografia-das-controversias-notas-1.html

    3. Pesquisa em Sociologia da Tecnologia, Sociologia/Filosofia da Ciência

    http://cteme.wordpress.com/cteme/ CTeME – Conhecimento, Tecnologia e Mercado

    http://geict.wordpress.com/sobre/ GEICT – Grupo de Estudos Interdisciplinares da Ciência e Tecnologia:

    http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0026607MW8HPYA Grupo de Pesquisa Informação, Conhecimento e Mudança Sociotécnica:

    ICTS – Informação, Ciência, Tecnologia e Sociedade

    4. Pesquisa em Sociedade, Cultura e Tecnologia (CiberSociedade, Cibercultura):

    http://gitsufba.net/

    http://www.cibersociedad.net/

    http://www.labic.net/sobre/

    http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/P%C3%A1gina_principal

    http://www.atopos.usp.br

    http://www.labjor.unicamp.br/vigilancia/ Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedad (LAVTIS):

    5. Pesquisa em Humanidades Digitais.

    http://www.ucl.ac.uk/dh/projects

    http://humanidadesdigitais.org/

    6. Pesquisa em Tecnologia Social

    http://www.obmts.unb.br/index.php/pesquisa

    Coletivos/Projetos: Comunicação, Video/Foto, Ativismo, Pesquisa Social e Metodologias

    http://transductores.net/ TRANSDUCTORES es un proyecto cultural que pretende investigar y activar iniciativas en las que se articulen de manera flexible las prácticas artísticas, la intervención política y la educación, a partir de la acción de colectivos interdisciplinares.

    http://www.studio-public.org Studio public est une association 1901, une structure multidisciplinaire de production et de diffusion d’images qui interrogent l’art et les manières d’habiter nos cités. Le collectif Studio-public privilégie la mise en place de projets artistiques dans l’espace public au travers d’interventions qui s’inscrivent fortement dans une dimension locale : sociale, architecturale, urbaine. Bien que fortement orienté vers la production photographique, Studio public est un groupe pluridisciplinaire rassemblant photographes, graphiste, plasticiens, journaliste, programmeurs, architectes et constructeurs.

    http://lacasinegra.com/ lacasinegra is an art collective dedicated to cultural creation, management, investigation, observation and production. lacasinegra considers cinema as a starting point for development into other forms of media e.g. video art, installations, net art, cross media, remix, etc. Any format, space and way of thinking, that involves the practice of audiovisual devices, can be a field of work for us.

    http://globalvoicesonline.org/ Nós acreditamos na liberdade de expressão: em proteger o direito de falar – e o direito de ouvir. Nós acreditamos no acesso universal a ferramentas de expressão. Para esse fim, queremos possibilitar que todo mundo que queira se expressar tenha os mecanismos adequados para fazê-lo – e qualquer um que queira ouvir e entender essa mensagem tenha os recursos para ouvi-la e compreendê-la. Graças a novas ferramentas, as formas de expressão não precisam mais ser controladas pelos que possuem os mecanismos tradicionais de publicação e distribuição, ou por governos que podem restringir a reflexão e a comunicação. Agora, qualquer um pode experimentar o poder da imprensa. Todos podem contar suas histórias para o mundo. Nós queremos construir ligações entre as culturas e os idiomas que dividem as pessoas, para que elas se entendam mais profundamente. Procuramos trabalhar juntos e mais efetivamente, e agir de forma mais enérgica. Nós acreditamos no poder da comunicação direta. O elo entre indivíduos de diferentes mundos é pessoal, político e poderoso. Nós acreditamos que o diálogo através das fronteiras é essencial para um futuro livre, justo, próspero e sustentável – para todos os cidadãos deste planeta. Enquanto continuamos a trabalhar e a nos expressar como indivíduos, também queremos identificar e promover nossos interesses e objetivos comuns. Nós nos comprometemos a respeitar, assistir, ensinar, aprender e a ouvir o próximo.

    http://www.cecip.org.br/ Contribuir para o fortalecimento da cidadania, produzindo informações e metodologias que influenciem políticas públicas promotoras de direitos fundamentais.

    http://www.imagensdopovo.org.br/ O Programa Imagens do Povo é um centro de documentação, pesquisa, formação e inserção de fotógrafos populares no mercado de trabalho. É também um espaço aberto destinado à apresentação e discussão da produção fotográfica contemporânea. Criado pelo Observatório de Favelas, alia a técnica fotográfica às questões sociais, registrando o cotidiano das favelas através de uma percepção crítica, que leve em conta o respeito aos direitos humanos e à cultura local. Criado pelo fotógrafo João Roberto Ripper, em 2004, como parte do programa sócio-pedagógico do Observatório de Favelas, o Imagens do Povo tem como principais projetos: a Agência Escola, a Escola de Fotógrafos Populares, o Banco de Imagens, o Curso de Formação em Educadores da Fotografia, as Oficinas de Fotografia Artesanal (pinhole) e a Galeria 535. A equipe de fotógrafos da Agência Escola é composta, basicamente, por ex-alunos da Escola de Fotógrafos Populares, que, além de produzirem pautas variadas encomendadas à agência, encaminham suas imagens para o Banco de Imagens do Programa. O Programa é complementado pelas Oficinas de Pinhole direcionadas às crianças e adolescentes de espaços populares, com objetivo de apresentá-las ao universo fotográfico de forma lúdica, através da técnica de fotografia artesanal. A Galeria 535 é um espaço destinado à apresentação da produção dos fotógrafos do Programa e também de interação com o que está sendo produzido na fotografia contemporânea nacional.

    Novos Movimentos Sociais

    Bons exemplos de Projetos de Ciência-Amadora-Cidadã-Colaboração-TICs

    Educação Expandida, Pedagogia Radical e suas metodologias

    Novas institucionalidades para a pesquisa extra-acadêmica

    http://fundaciondeloscomunes.net

    • Autoformación: Dentro de los nuevos circuitos de producción del saber se hace necesario repensar el papel de la formación. Más allá de los modelos de catedral que han impuesto muchos sistemas universitarios, debemos empezar a entender la formación como una forma de poner en comunicación el enorme caudal de pensamiento y reflexión que se produce de manera distribuida por toda la sociedad.

    Investigación: Uno de los objetivos últimos de nuestra Fundación es el de producir procesos de investigación independiente. Esta producción parte de la necesidad de generar marcos y herramientas de pensamiento autónomo.

    • Tecnopolítica: La Fundación de los Comunes se propone como una plataforma de contenidos asentada en la investigación, la edición y la autoformación. Estas áreas de trabajo están destinadas a elaborar discursos, análisis y pensamiento crítico. Elementos que en la sociedad 2.0 sólo tienen sentido si se difunden a través de plataformas comunicativas novedosas.
    • Centros sociales: La última área de intervención de la FdlC es la de los centros sociales (CS). Se entiende por centros sociales aquellos espacios ciudadanos autogestionados desplegados por distintas ciudades de toda Europa. Estos CS son el ejemplo del cruce y el mestizaje existentes en nuestras ciudades.
    • Edición: Nuestro proyecto editorial pretende, principalmente, difundir contenidos intelectuales críticos desde el punto de vista de la difusión de nuevos paradigmas, conceptos e información empíricamente relevante para la intervención cultural y política, así como contribuir a la construcción de públicos críticos y de un área de referencia intelectual para crear una nueva gramática política y cultural.

    http://www.campusincamps.ps/en Campus in Camps is a program of Al Quds University implemented with the academic support of Al-Quds Bard, and hosted by the Phoenix Center in Dheisheh refugee camp in Bethlehem. It is implemented with the support of the German Government through the GIZ Regional Social and Cultural Fund for Palestinian Refugees and Gaza Population, in cooperation with UNRWA Camp Improvement Program and in coordination with the Popular Committees of Southern West Bank Refugee Camps

    http://www.livingknowledge.org/livingknowledge/

    Cartografias Participativas

    Ferramentas e Softwares

    Para produção colaborativa de conhecimentos:

    http://www.kstoolkit.org/

    Software para Mapeamentos Colaborativos http://datea.pe/

    http://www.crowdmap.com

  • Seminário – Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet

    Seminário – Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet

    Com a aprovação do Marco Civil da Internet neste ano, os conflitos no próximo ano devem gravitar em torno da discussão da lei de proteção de dados pessoais. Pensando nisso vamos iniciar as discussões sobre o projeto de lei que deverá servir de ponta pé inicial dos debates. Trata-se de um limite tênue, tecnicamente mediado por empresas privadas e governos, que podem decidir sobre a emergência uma plena sociedade de controle (estatal e corporativa) em tensão face à promoção da privacidade e liberdade de expressão.

    Link para projeto de lei – https://ia902604.us.archive.org/20/items/PLProtecaoDeDados/PL-Protecao-de-Dados.pdf

    Data: 27/11 - 14h - Sala 413
    Local: Unifesp Guarulhos (Campus Provisório)
    Av. Monteiro Lobato, 679 - Macedo - Guarulhos/SP

  • Cryptoparty Guarulhos

    Cryptoparty Guarulhos

    Entre os dias 21 e 22 de outubro, no Centro Educacional Adamastor, aconteceu a Cryptoparty Guarulhos. A edição da Cryptoparty Guarulhos foi uma realização em parceria do projeto Pimentalab com voluntários, pesquisadores e tecnoativistas e organizações sociais que atuam em temas relacionados à promoção da liberdade de expressão e defesa da privacidade. 

    O evento ocorreu dentro da Semana de Ciência e Tecnologia de Guarulhos (SemCiTec)[1] atraindo um público de educadores da região e estudantes de Ciência e Tecnologia do IFSP. 

    A programação contou com 4 oficinas (BitMask, Tails e Tor, Chaves Criptografadas e E-mail Criptografado), além de três interessantes debates que envolviam o tema. 

    Na mesa de abertura os tecnoativistas Ratto e Felipe Cabral discutiram o atual contexto de espionagem no mundo, trazendo a importância do uso da criptografia. Após essa discussão os participantes puderam acompanhar a oficina de BitMask[2]: um aplicativo open source que visa facilitar a comunicação criptografada por meio de uma VPN (Virtual Private Network) e também criptografia de e-mail. 

    Na sequência a oficina sobre Tails[3] e Tor[4], oferecida pelo tecnoativista Gus, trouxe elementos importantes para a distinção entre anonimato e privacidade. Houve um breve relato histórico sobre o projeto Tor e como se deu seu desenvolvimento para depois mostrar o uso do Tails – um sistema operacional incógnito e amnésico. O sistema, que é baseado em Debian, já vem com aplicações pré-configuradas tendo em vista a segurança e privacidade do usuário com a possibilidade de não deixar nenhum rastro no seu uso, pois todo o sistema operacional é carregado na memória RAM do computador. 

    Transparência para os poderosos e privacidade para os oprimidos.[5]

    No encerramento do primeiro dia da Cryptoparty o debate “Tecnopolítica e Sociedade do Controle” levantou importantes questões a respeito da espionagem internacional que vem atingindo toda a população, citando as revelações feitas por Edward Snowden e o uso do PRISM. Os tecnoativistas falaram ainda sobre o atual estado de excessão, em referência ao filósofo Giorgio Agamben, além do atual regime de trabalho e produção de valor.

    O segundo dia contou com as oficinas de chaves criptográficas e e-mail criptografado.

    Foi feita uma introdução histórica à criptografia, que desde o império romando já via a necessidade de proteger informações e veiculá-las de forma segura.

    A oficina passou pela criação de um par de chaves GPG no Linux – Um bom tutorial pode ser encontrado no Manual de Segurança do Saravá[6] Foi explicado que a segurança da criptografia está ligada a entropia e a criação de uma senha forte[7]

    Após as oficinas a cryptoparty encerrou com a mesa “Liberdade de Expressão, Direitos e Tecnologias Digitais”. 

    Referências
    [1] Semcitec – http://semcitec.ifspguarulhos.edu.br/#
    [2] BitMask – https://bitmask.net/
    [3] Tails – https://tails.boum.org/
    [4] Tor – https://www.torproject.org/
    [5] Trecho do Livro “Cypherpunks” de Julian Assange  http://resistir.info/varios/assange_livro_port.pdf
    [6] Manual de Segurança do Saravá – https://manual.sarava.org/criptografia/introducao/
    [7] Site para verificar a força de sua senha – www.howsecureismypassword.net

  • Seleção de bolsista Pimentalab

    Seleção de bolsista Pimentalab

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    Seleção de um(a) estudante Bolsa de Extensão – edital ProExt – 2014

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    [conheça um pouco do projeto neste site]

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Seleção para o Edição 2014 ProExt/MEC

    Os bolsista do ProExt deverá participar da criação, implementação, acompanhamento e suporte de diferentes atividades promovidas pelo Pimentalab. Na edição 2014 a realização de oficinas e eventos (conforme apresentação acima) pretende convergir com dois outros objetivos: implementar uma plataforma digital com aplicativos para uso público e constituir uma rede social (e digital) de colaboração com um público específico. Os estudantes selecionados poderão atuar em dois eixos temáticos: (1) tecnologia e processos sociopolíticos; (2) ensino de sociologia e formação de professores.

    Atividades a serem desenvolvidas

    (1)formação e pesquisa temática;

    (2)criação e manutenção de banco de dados;

    (3)capacitação técnica no uso de softwares livres;

    (4)alimentação contínua do sistema de gestão e avaliação;

    (5)gestão financeira do projeto;

    (5)sistematização e publicação das informações na plataforma online do projeto;

    (6)realização de oficinas e atividades de campo;

    (7)participação nas atividades de planejamento do projeto;

    (8)participação nos seminários de estudos do grupo de pesquisas.

    (9)produção de relatórios.

    Período de vigência da bolsa:

    de 01/09/2014 a 30/12/2014 (4 meses).

    Carga Horária Semanal: 16 horas.

    Valor da Bolsa (4 bolsistas): R$400,00.

    Requisitos e indicadores para classificação:

    (a)alunos regularmente matriculados no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b)bom desempenho acadêmico e interesse em atividades de pesquisa;

    (c)interesse na utilização intensiva de tecnologias de informação e comunicação;

    (d)capacidade para trabalhar coletivamente: autonomia, colaboração, planejamento em equipe, escuta, participação ativa, capacidade de sistematização e compartilhamento de informação.
    (e)conhecimentos técnicos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação.

    (f) familiaridade com as tecnologias e atividades já desenvolvidas pelo Pimentalab.

    (g)tempo disponível conforme carga horária proposta;

    (h)não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    Processo de Inscrição:

    O candidato deverá se inscrever por e-mail enviando uma mensagem:

    [para] opensocialsciences@gmail.com

    [assunto] PROEXT-Pimentalab

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    (c)Carta de motivação em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses de pesquisa e atuação (até duas páginas);

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 11/08/2014 a 27/08/2014.

    Entrevistas e seleção: de 27 a 29 de agosto de 2014.

  • Encontro Oficina Tecnologias Digitais 16_06_2014

    Encontro Oficina Tecnologias Digitais 16_06_2014

    Como determinado em grupo no encontro anterior, no encontro do dia 16 realizado numa manhã de segunda-feira no campus Guarulhos da UNIFESP, trabalhamos com os dados coletados sobre a identidade virtual dos outros participantes, nossos “amigos secretos”, assim como sobre os grafos produzidos com o Gephi, através de nossa rede de relações no Facebook cujos dados foram baixados com o Netvizz.

    DSC00044
    Na primeira parte do encontro cada um dos participantes presentes desvendou seu “amigo secreto”, apresentando o modo como coletou as informações, ou seja, a metodologia escolhida. Suas percepções sobre a relação de cada um dos “pesquisados” com a questão da privacidade, da fronteira entre público e privado e do modo de construção e apresentação da DSC00049identidade na rede propuseram algumas questões mais específicas e levaram a algumas conclusões iniciais.
    Para a maioria das pessoas parece que o padrão de identidade fora das redes sociais era essencialmente profissional ou nas fronteiras desse campo, como por exemplo a formação, com muitas informações importantes e formais das pessoas, como números de RG e CPF, sendo obtidas através dos rastros de concursos prestados e seleções de vestibulares, etc., dentre outros documentos oficiais. No contraponto a esta dimensão estavam, em praticamente todos os casos, as redes sociais, mas de maneira mais específica o Facebook, no qual uma  identidade mais pessoal ou íntima era apresentada. Nesse ponto uma interessante questão abordada foi o papel do outro na construção dessas identidades, e de uma outra forma, mas ainda a respeito da mesma questão, estava o controle que possuímos nessa construção de nossa identidade na rede, já que na construção dessas memórias coletivas os dados que nos dizem respeito muitas vezes estão sob o domínio de terceiros e vice-versa.

     

    DSC00037A partir disso, a questão da tecnologia se fez presente como uma maneira de qualificar essas formas de produção de narrativas por dois motivos em especial: a rastreabilidade e controle sobre esses dados que hoje constroem nossa identidade, e seu condicionamento através de algoritmos, que determinam de antemão um campo de possíveis conteúdos a serem acessados. Esse campo “algorítmico” contribui para a expressão dessas aspectos que configurariam tais identidades, construindo assim um perfil já direcionado, que possui suas próprias implicações no que diz respeito aos usos que podem ser feitos dessas informações, como por exemplo indiciais.  O modo como as pessoas lidam então com esse aspecto da “exposição” também pode ser colocado em função de outros critérios, como por exemplo a idade dos usuários, com as crianças e adolescentes como grupos que, lidando de maneira naturalizada com as tecnologias digitais, estariam dentre os mais “vulneráveis” no que diz respeito a esse aspecto.

     

    Depois dessa análise, falamos sobre o uso do Netvizz e do Gephi para a elaboração dos grafos que zildeterepresentam nossa rede de relações no Facebook, e também sobre os possíveis usos que poderíamos fazer dele enquanto ferramenta de pesquisa, para abordar as questões relacionadas à sociabilidade e tecnologias digitais.
    Por último trabalhamos em algumas hipóteses sobre o que poderíamos realizar de maneira mais concreta a partir das questões e dados levantados no encontro.
    Confira abaixo os grafos da rede de relações dos participantes do segundo encontro da oficina:
    tarcisio
    renatajeniferestelagrafo Juliana
  • Curso – sociedade e tecnologias digitais

    Curso – sociedade e tecnologias digitais

    A partir de agosto de 2014 ofereço a segunda edição da disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais no curso de Ciências Sociais da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Unifesp/Guarulhos. O programa do curso anterior está disponível na Wikiversity, onde construímos e documentamos todo o percurso da disciplina – https://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012

    O curso é oferecido como disciplina eletiva para estudantes da EFLCH/Unifesp e como curso de extensão para professores de sociologia da rede pública ou educadores/agentes socioculturais.

    Inscrições como curso de extensão:

    Período: 14/7/2014 a 31/7/2014.

    Vagas limitadas (o número pode variar conforme o número de estudantes regulares no curso).

    Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1XGMkkOlYUJLSof-yM7UsHo3zmz0QYeeom0hauZi0DF4/viewform?usp=send_form

    Critérios de seleção:

    (1) adequação ao perfil (professor e/ou educador com vínculo em escola, organização social).

    (2) manifestação de interesse.

    (3) ordem de inscrição.

    Resultado inscrição: 11/08/2014.

    Início curso: 27/08/2014 (presença inicial exigida para confirmação de interesse).

  • Seminario de Projetos: Os Movimentos Sociais sob o impacto dos protestos

    Seminario de Projetos: Os Movimentos Sociais sob o impacto dos protestos

    “Os Movimentos Sociais sob o impacto dos protestos: Uma análise sobre o Movimento Passe Livre e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto” –

    Projeto de mestrado de Paulo Spina.

    RESUMO: “O trabalho analisa os protestos de 2013 e 2014 no Brasil, tendo como recorte o Movimento do Passe livre e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto.

    O problema da pesquisa é identificar as diferentes formas de: organização, de repertórios de confronto e de relação com a tecnologia. O modelo teórico é o da Teoria do Processo Político e os conceitos de ciclo de confronto, repertórios de confronto e oportunidades políticas para entender os movimentos MPL e MTST. 

    O objetivo é investigar, no período de junho de 2013 a junho de 2014, como as formas de organização, a relação com as tecnologias de comunicação e os repertórios de confronto, relacionam-se ao processo político e ao modo de constituição de cada movimento social. As fontes de pesquisa são os documentos públicos dos movimentos, imagens coletadas e produzidas, entrevistas e observação de campo.

    A hipótese do trabalho é que um período de intensa mobilização provoca (ou se relaciona) a  modificações nos repertórios de confronto, nas formas de organização e na relação com a tecnologia.”

    Texto completo disponível em: http://extensao.milharal.org/files/2014/06/Projeto-Mestrado-Paulo-Spina.pdf

    Quinta-feira, 03/07 - sala 215, 17h30
    Unifesp Guarulhos (campus provisório)
    Av. Monteiro Lobato, 609

    fotos: http://coiote.org/site/?p=909

  • Festival de Instalação – Software Livre

    Festival de Instalação – Software Livre

    No dia 22/05 o Pimentalab realizou uma oficina para instalação de software livre e introdução a comunicação segura.

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    Tux, o mascote do Linux. E GNU, símbolo do projeto GNU/Linux.

    Na oficina, quem levou seu computador pessoal pode escolher em instalar o Debian ou o Ubuntu, distribuições do projeto GNU/Linux(1).

    A ESCOLHA DA DISTRIBUIÇÃO

    Enquanto o Ubuntu é caracterizado pela sua preocupação com o usuário final, adotando cada vez mais características condizentes ao seu lema “ubuntu – linux para seres humanos”.  Já o Debian, sistema muito utilizado em servidores, tem uma preocupação maior com a estabilidade e segurança do sistema.

    Atualmente o Ubuntu está na sua versão 13.10 (lança em outubro/2013) e 14.04 LTS (Longo Tempo de Suporte, lançada em abril/2014). A versão LTS significa que a versão será oficialmente suportada durante 5 anos para estações de trabalho(2).

    Por padrão a interface gráfica utilizada pelo Ubuntu é o Unity.

    Unity no Ubuntu

    Em 2012 uma polêmica envolveu o criador do projeto GNU/Linux, Richard Stalllman, que acusava a Cannonical (atual empresa desenvolvedora do Ubuntu) de coletar dados dos usuários para terceiros. O ubuntu adotou um sistema de busca – ativado por padrão – que coletava dados locais dos usuários para fazer sugestões de produtos da Amazon:

    Richard Stallman – “mp3 não é crime”

    Se você recomenda ou redistribui GNU/Linux, por favor remova o Ubuntu das distros que você recomenda ou redistribui. Se é sua prática recomendar e instalar software não-livre, não recomendaria você a parar, deixe isto convencer você. Nas suas install fests, nos eventos do Dia da Liberdade do Software, nos seus eventos FLISOL, não instale ou recomende Ubuntu. Ao invés disto, digas as pessoas que Ubuntu é evitado por espionagem – Richard Stallman(3)

    A distribuição Debian possui sempre 3 versões em manutenção ativa: estável, teste e instável. A atual estável é a versão 7, wheezy (lançada em abril/2014). A versão teste, jessie, possui os pacotes de programas que estão na fila para a versão estável, ou seja, será essa versão a próxima oficial estável. Sua característica é de possuir programas em suas últimas atualizações. Já a versão instável, sid, é indicada para desenvolvedores. Por padrão, a interface gráfica instalada no Debian é o Gnome.

    Gnome Classic no Debian

    Uma característica interessante do Debian é o sistema ser em sua maior parte por desenvolvedores colaboradores do projeto. Possui a comunidade mais ativa no mundo linux(4). Esta é uma importante característica do software livre em comparação aos softwares proprietários. Presente nas liberdades básicas de um software livre, o acesso ao código fonte é fundamental para que o programa seja desenvolvido.

    Liberdades básicas de um software livre(5):

    • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade 0).
    • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
    • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2).
    • A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.

    O modelo proprietário, mantém o código fonte em segredo, nas mãos de um número reduzido de desenvolvedores. Uma boa discussão pode ser encontrada no texto de Eric Raymond “A catedral e o bazar”.

    TUTORIAIS DE INSTALAÇÃO

    APÓS A INSTALAÇÃO DO SISTEMA

    Normalmente após a instalação do sistema é preciso afinar algumas configurações, instalar alguns programas básicos e também fazer as atualizações de segurança.

    o amigável terminal do linux

    Multimídia:

    # aptitude update
    # aptitude install flashplugin-nonfree vlc openjdk-7-jdk openjdk-7-jre audacious kdenlive audacity

    com isso serão instalados o plugins responsáveis por rodar a maioria dos vídeos e áudios na internet,  reprodutor de filmes VLC, editor de vídeos KDEnLivre, editor de áudio Audacity

    Escritório:

    # aptitude install libreoffice

    instalação do pacote LibreOffice, com editor de textos, cálculos, apresentação etc.

    Gráficos:

    # aptitude install gimp inkscape scribus

    instalação dos editores de imagens Gimp (camadas), Inkscape (vetorial) e Scribus (publicações)

    Essas instalações são feitas à partir do terminal linux e o gerenciador de pacotes aptitude (ou apt-get no Ubuntu). Também poderão ser feitas por um gerenciador de pacotes gráfico, o Synaptic.

    Gerenciador de Pacotes Synaptic, no Ubuntu.

    Segurança:

    # aptitude upgrade

    As atualizações de segurança são ativadas por padrão quando disponíveis, cabendo ao usuário apenas aceitá-las pelo Atualizações de Programas.

    atualizações automáticas de programas
    Gostaria de instalar GNU/Linux no seu computador? Agende um encontro pelo email pimentalab-extensao@riseup.net ou compareça no laboratório Pimentalab na Unifesp Guarulhos (Av. Monteiro Lobato, 609 – campus provisório – 3º andar).

     

    REFERÊNCIAS

    1 – Introdução ao Projeto GNU – http://www.gnu.org/gnu/gnu-history.pt-br.html
    2 – Sobre versões e nomes do Ubuntu – http://wiki.ubuntu-br.org/VersoesUbuntu
    3- Stallman sobre Ubuntu – https://www.fsf.org/blogs/rms/ubuntu-spyware-what-to-do
    4 – Canto dos Desenvolvedores Debian – https://www.debian.org/devel/
    5 – O que é Software Livre – https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html

  • Roteiro da Oficina com Educadores – 31-05-2014

    Roteiro da Oficina com Educadores – 31-05-2014

    Introdução

    Temática: Ecossistema de Comunicação e Relação Poder-Saber

    Práticas de conhecimento contra-hegemônico e reconfigurações
    politico-sociais
    O que podemos aprender com coletivos de hackers; arte-política;
    tecnoativistas; pedagogias radicais?

    Metodologias e principios políticos comuns: (entre hackers,
    pesquisadores e educadores radicais):
    *pragmática: foco na ação. São as reverberações da ação que constituem o
    sentido.
    *prototipagem: criação de protótipos que criam novas possibilidades de
    entendimento e reflexão sobre o problema.
    *participação mais horizontal e diversa entre especialistas
    (cientistas/professores) e amadores.
    *visibilidade: formas de comunicação e produçao de inteligibilidade.

    Sociedade Tecnológica e Sociedade de Controle: exige a emergência de
    tecnocidadãos (novos atores cognitivo-políticos):

    *relação de autonomia com o conhecimento (I-Pistemology)
    *apropriaçao crítica das tecnologias
    *conhecimento motivado e significativo.
    *aprendizado teórico-prático
    *novas redes de colaboração e partilha = commons digital.

    1.Apresentação rapida dos participantes

    2.Aquecimento:

    DSC00013

    *imagem para discussao
    *questoes relativas ao ecossistema de comunicação

    3.Apresentação da proposta da atividade

    [veja acima]

    *o que não faremos: não é um curso!
    *espectativa: iniciar exercicio hoje e desdobra-lo em mais 1-2 encontros

    3.1 Objetivos:

    DSC00020*criar situação de produção colaborativa de conhecimento sobre um
    problema comum mediante o uso de TICs.
    *desenvolver conhecimentos e práticas que poderão ser aplicadas em
    situações distintas
    *uso e apropriação de TICs conforme a demanda da situação
    *desenvolver formas de produção colaborativa
    *desenvolver metodologia de pesquisa participativa

    3.2 Processo:

    DSC00005*discussão coletiva para identificar problema/tema mobilizador (que será
    usado para o exercício)
    *análise do problema e construção da estratégica de investigação
    *estratégia de produção e coleta dos dados
    *sistematização e comunicação

     

    3.3. Estudo de Caso:

    Definir exemplo

    3.4 Exercício experimental busca articular as seguintes dimensões:

    [A] Conhecimento Local e Pesquisa ParticipativaIMG_1689

    *identificação de problema mobilizador
    *identificação dos indicadores (quali ou quanti)
    *produção, seleção e coleta dos dados
    *sistematização

    [B] Sociologia como Prática; Pesquisa-Ensino

    *como a sociedade de reproduz no nosso cotidiano
    *elementos de tensão e transformaçãoIMG_1677
    *materialidade das relações sociais
    *dimensão simbólica: imaginário, desejo, cultura

    [C] Mediação Sociotécnica da vida social

    *tecnopolítica
    *rastreabilidade, indiciabilidade
    *compartilhamento, formas de colaboração
    *transparência e abertura X controle e vigilanciaIMG_1712

    [D] Poética/Estética

    *conhecimento sensível
    *comunicabilidade
    *linguagens e modos de conhecer

    [E] Política

    *modos de organização social e tecnologias
    *relação saber-poder
    *autoridade, representação, deliberação
    *novos sujeitos cognitivos-político

    3.5 Discussão do Problema/Tema Comum (relacionado a tecnologia, vida e
    trabalho);

    [dinamica com tarjetas]
    O que está pegando?

    3.6 Toró de Idéias: como pesquisar e visibilizar este problema?

    [3 grupos com rodízio pelas estações]

    IMG_1722IMG_1727

    IMG_1723

    *quais sao os dados relevantes? Onde (pessoas e lugares) podemos
    perceber este problema?
    *como podemos produzir, registrar e coletar esses dados?
    *como podemos sistematizar, visibilizar, narrar, comunicar de maneira
    eficiente este problema?

    3.7 Conclusao Fase 1:

    *problema definido
    *indicadores definidos
    *campo definido: local/sujeitos
    *forma de produção e coleta de dados definido
    *definição das tecnologias de produção colaborativa para o
    desenvolvimento do processo.

  • Encontro – Educadores e Agentes Socioculturais – Tecnologias, Educação e Pesquisa Social

    Encontro – Educadores e Agentes Socioculturais – Tecnologias, Educação e Pesquisa Social

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    O Pimentalab realizará no dia 31 de maio um encontro dedicado à elaboração de um programa de formação no uso de tecnologias digitais. Para além das oficinas destinadas à apropriação crítica e criativa das tecnologias digitais na confluência de práticas educativas, pesquisa ou intervenção social, esperamos que esses encontros contribuam para o fomento de uma rede de colaboração expandida e aprendizagens mútuas. Nossa expectativa é fazer já neste primeiro encontro um experimento de formação, planejamento e mão-na-massa (ou melhor, nas máquinas).

    Público participante: educadores, professores do ensino médio (sociologia, história, geografia e filosofia), agentes sociais e culturais.
    Local: Unifesp/EFLCH – Guarulhos
    Dia: 31 de maio de 2014
    Horário: 9hs às 13hs.

    Inscrições: até 26 de maio.
    Enviar email para: pimentalab-extensao@riseup.net
    Com as seguintes informações:
    (1) nome, email e telefone para contato
    (2) breve apresentação e qual o interesse e motivação.

    Dispomos de vagas limitadas tanto pelo espaço que será utilizado como pelas possibilidades do trabalho em grupo.

    Para conhecer mais sobre nossas ações visite:
    http://extensao.milharal.org
    http://blog.pimentalab.net
    http://ensinosociologia.pimentalab.net

    Aqui, um exemplo de uma das oficinas que realizamos com professores em 2013: https://extensao.milharal.org/atividades/professores-rede-publica-2013/

  • Seminário de Projetos:  O espelho é a lente : a reconfiguração da subjetividade a partir da fotografia digital

    Seminário de Projetos: O espelho é a lente : a reconfiguração da subjetividade a partir da fotografia digital

    Pesquisas Compartilhadas – 20 de maio, terça-feira, 17:30-19:30hs

    Raoni Biasucci Vega (trabalho de conclusão de curso)

    Título: O espelho é a lente : a reconfiguração da subjetividade a partir da fotografia digital. Um estudo sobre os autorretratos postados no Instagram.

    Sala: 203.

    Resumo do Trabalho:

    “O presente trabalho se insere num contexto de estudos que buscam interpretar as reconfigurações que ocorreram na construção da subjetividade contemporânea a partir do surgimento e apropriação da fotografia digital por usuários de redes sociais cibermediadas. O estudo foca mais precisamente o ambiente do aplicativo Instagram, tendo como objeto certos tipos de autorretratos que recebem codinomes específicos e que circulam por essa rede social constituindo um importante objeto dentro da sociabilidade estabelecida dentro desta comunidade. O estudo atenta para a relação das fotografias com os alegados novos fenômenos de exposição e vivência da intimidade contemporânea e seus possíveis sentidos dentro de uma sociabilidade amparada por tecnologias de comunicação em rede.”

    texto monografia – Raoni

    20/05 - Sala a confirmar
    Unifesp Guarulhos - Campus Provisório
    Av. Monteiro Lobato, 609 - Guarulhos

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  • Artigo 15 e economia da vigilância: Marco Civil da Internet

    Artigo 15 e economia da vigilância: Marco Civil da Internet

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    O inicio de 2014 foi marcado por uma grande mudança no cenário dos direitos da Internet no Brasil. Há meses paralisado, o projeto do Marco Civil da Internet [1] – constituição brasileira de direitos e deveres sobre a rede em territórios pertencentes ao Estado, numa tacada única que durou pouco mais noventa dias, foi finalizado, analisado, votado no congresso, votado no senado e por fim sancionado pela presidenta em exercício Dilma Rousseff [2]. Um alívio para todos os ativistas que, durante anos, lutaram por sua consolidação e um golpe para aqueles que estavam de olho no crescimento da economia da vigilância. Dado esse contexto, eis alguns pontos de analise do que isto pode representar.

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    Na Austrália, durante os anos de 2011 e 2012, o cenário político-legislativo e as pressões sobre os temas ligados a privacidade e segurança digital eram bem próximos aos do Brasil. Isso acabou por motivar a resistência de uma série de ativistas e culminou na realização da primeira idéia de Cryptoparty [3] do mundo. Discursos e projetos de lei em ascensão que de certa forma impunham a guarda de logs e quebra de privacidade aos usuários da rede foram estopins para essa discussão e esse embate.

    A história parece se repetir em solo brasileiro, mas com cores e desfechos diferentes e apresenta características sintomáticas dada a observação das contradições presentes. Há menos de duas semanas do dia em que o Marco Civil foi finalmente sancionado, mantendo em seu texto aprovado um artigo que condiciona e obriga o armazenamento de acessos dos usuários, houve uma grande CryptoParty neste mesmo solo, talvez a maior de que se teve notícia até o momento, reunindo mais de 2 mil pessoas para discutir e vislumbrar panoramas exatamente opostos ao que estaria por vir.

    O artigo 15 e a guarda de logs: vigilância e controle

    Guardar logs, em outras palavras, significa registrar dados de usuários, manter uma base de dados permanente ou temporária com informações e registros capturados em tempo real.

    No Marco Civil da Internet isto é tratado na subseção III, que diz da “Guarda de Registros de Acesso a Aplicações de Internet na Provisão de Aplicações”, pelo artigo 15. Nele está posta a obrigatoriedade, em termos da lei, da manutenção de registro de acesso dos usuários pelo prazo mínimo de 6 meses por todo e qualquer provedor de aplicações de internet constituído sob forma de pessoa jurídica. Traduzindo em outras palavras, isto significa que todo serviço de hospedagem de sites, de modo prévio e sem necessidade de informar ao usuários, terá obrigatoriamente de guardar informações de acesso de usuários em um banco de dados próprio que poderá ser solicitado a qualquer momento por um órgão jurídico brasileiro.

    Neste caso são os “serviços de segurança” que aparelham o Estado os beneficiários diretos, e por consequência, o próprio Estado no exercício do poder de controle e coerção que se fortalecem. Para o professor Sérgio Amadeu, “a guarda de logs resulta principalmente no controle biopolítico dos cidadãos”, evocando assim numa análise foucaultiana o caráter perverso que uma simples condição como essa pode gerar no tecido social.

    O sistema jurídico passa a ter mais poder e controle sobre a vida dos cidadãos, numa intencionalidade clara de vigilância para punição, gerando um novo paradigma de administração da vida com enlaces sobre a dimensão digital, que até então não estava regulamentada.

    Se por um lado o argumento da “insegurança” diz falsamente que contraventores estão na internet cometendo crimes e que guardas logs “protege” a sociedade contra estas ações, por outro, fica evidente que no mundo analógico estes fatos acontecem sem a internet e ninguém, numa democracia, monitora a vida dos cidadão dessa forma. Crimes são cometidos todos os dias, muito mais fora da Internet do que dentro dela. A Internet só reflete coisas do mundo físico. O que pode estar para além disso, então?

    O artigo 15 e a guarda de logs: mercadoria

    A guarda de logs funciona também comercialmente, em ações próprias e deliberadas, em uma série de serviços. Desde call centers telefônicos até empresas aéreas, passando pela maior parte de serviços gratuitos de comunicação ou de busca de informação na rede.

    Está muitas vezes ligada também ao “direito do consumidor”, quando por exemplo, uma ligação telefônica é gravada. É o “direto do consumidor” em tese, nestes casos, que pode estar em jogo. Uma informação histórica de uma conversa entre um vendedor e um consumidor por vezes é usado como prova de que o consumidor fez determinadas solicitações a uma empresa. Vivemos numa época em que complexos contratos jurídicos são assinados por um aceite verbal. Quando a empresa ou o consumidor incorrem no não cumprimento de contratos, muitas vezes essas ligações podem ser usadas em processos judiciais. O problema aí está na imposição da gravação e no uso que se faz dela. O sujeito-consumidor não escolhe sobre o registro, a guarda deste áudio é feita por procedimento padrão.

    Em paralelo a este uso jurídico-contratual existem outras formas mais exploradas de uso. No caso, por exemplo, de companhias aéreas, sites de busca, redes sociais proprietárias, lojas virtuais, etc, o modelo de negócio, isto é, uma grande parte ou a totalidade da exploração comercial é baseada na criação de grandes bancos de dados de acesso dos potenciais consumidores.

    A extração de mais-valia [4], neste caso, é direta e implica na venda desta informações. E indireta numa segunda camada com o uso publicitário dessas informações. Consiste esse funcionamento, já atual e largamente praticado em escala por toda parte, no coração operacional da mercadoria moderna dentro do capitalismo cognitivo [5]. Para estas empresas e modelos de negócio, a guarda de logs é uma vantagem econômica, uma parte essencial de seu processo de geração de lucros, uma condição aplicada para acelerar e aprofundar a criação de desejos de consumo.

    Colocado esse patamar, podemos inferir com bastante clareza que o artigo 15 está presente no Marco Civil da Internet não apenas por questões de descuido ou por animosidades de cibersegurança, mas também e sobretudo pelo forte apelo de alguns modelos de negócio sobre o poder político. Indiretamente a guarda de logs servirá de base para a ampliação destes usos onde o controle está a serviço de uma economia.

    Os indivíduos são transformados inevitavelmente em produtos quando a guarda de logs é involuntária. Ainda que nesse caso a lei só disserte diretamente sobre o aspecto do controle para um entendimento de “segurança social”, há uma indução indireta que caminha para outros usos e para a transformação dos acessos sensíveis em dados ricos exploráveis mercadologicamente. A exploração comercial está totalmente fora do alcance ou do controle do indivíduo, tornando-o alienado na origem, por assim dizer, numa relação onde o trabalho implícito é realizado sem evidência aparente.

    A obrigatoriedade da guarda supõe uma futura regulamentação, mas mesmo a mais simples regra vai certamente impor guarda de ips, hora de acesso, geolocalidade e possivelmente outros dados como tempo de permanência, páginas visitadas, conteúdos observados, etc. A manutenção de bancos de dados com estas informações vão gerar custos a quase todos os proprietários de sites. Em alguma medida, vale afirmar aqui que a publicação de conteúdos na internet vai ficar mais cara para pequenos empreendedores, jornalistas, cooperativas e outros arranjos de grupos sociais que utilizam a internet como forma de disseminar informações e conteúdos.

    A guarda de logs instaura, portanto, um mecanismo de vigilância em massa permanente e vulnerabiliza fortemente o cidadão comum, deixado-o a mercê de qualquer solicitação jurídica destes dados, atacando seus direitos de liberdade e privacidade.

    No mundo analógico, se quisermos fazer o exercício de pensamento, seria como se uma pessoa tivesse de prestar contas, involuntariamente, de cada jornal que compra numa banca de jornal, de cada livro que lê numa biblioteca, de cada disco que escuta numa loja. É a vigilância completa e autorizada na Internet. E quem ficaria responsável pela guarda dessas informações, no exemplo que estamos tomando, seria um intermediário – provedor de aplicações de internet – que observaria o jornaleiro, o livreiro ou “o dono da loja” e seus respectivos clientes. Imaginem viver num mundo onde toda pessoa que para em frente a uma banca de jornal tem que ter seu nome e endereços anotados numa caderneta por esse intermediário. Isso não só causaria um grande transtorno para o jornaleiro como inibiria todos de pararem para observar. No caso da guarda de logs o exemplo continua válido: muitos provedores, especialmente os de pequeno porte, terão de contratar mais pessoas ou outras empresas só para executar esse serviço.

    Um outro aspecto que tange ao mercado é a destituição da possibilidade de negócios pautados em fornecimento de serviço de hospedagem segura e/ou anonima. Imagine que uma determinada empresa queira oferecer aos seus clientes um serviço hospedagem de sites anonimo, isto é, sem guarda de logs, sem registros de navegação, sem retenção de qualquer dado sensível. Isso poderia ser bem útil no caso de um site sobre jornalismo investigativo, por exemplo. Um usuário se sentiria mais seguro em enviar uma denúncia com provas para um site destes do que para um site no qual ele estaria sendo traqueado. Com o artigo 15 esse tipo de negócio fica proibido no Brasil.

    Resistência

    Grupos sociais organizados preocupados com estas questões desde o princípio da concepção do primeiro pré-projeto do Marco Civil estiveram engajados em informar, elucidar e divulgar diversos prognósticos de análise sobre a guarda de logs e outros pontos conflitantes da lei.

    Até o último minuto antes do sancionamento houve uma tentativa de informar o Congresso, o Senado e Presidência da República sobre a armadilha destes aspectos contidos no texto. No entanto, estas tentativas falharam uma vez que determinados acordos políticos entre os partidos que estão atualmente no poder vislumbraram a necessidade de manutenção do Artigo 15.

    Uma carta assinada por diversos destes grupos, explicitando o conflito legal e as implicações econômicas, foi entregue em mãos à presidenta Dilma Rousseff, a qualreproduzo aqui [6]. Esse esforço não redimiu a coalização de forças já previamente acertada e por fim a lei foi sancionada da maneira como estava, isto é, como o Artigo 15.

    Cabe-nos então uma última questão para debruçar: existem possibilidades de resistência, dado esse cenário que parece destituir o cidadão comum de qualquer direito de intervenção? Vamos ter de descobrir a resposta e os caminhos nos tempos que virão, tomando muito mais cuidado, pois a partir de agora todos nós estamos cercados e vigiados por força da lei.

    [3] A cryptoparty, ou cryptofesta, é um novo tipo de evento que surgiu no mundo durante o ano de 2012. Mixando elementos de eventos de tecnologia com hábitos típicos de qualquer festa, jovens começaram a se juntar para fazer um evento em favor da privacidade e da segurança digital, com foco em criptografia e anonimização dos dados. Este movimento teve inicio na Australia, país onde a época as forças do Estado estavam prestes a implementar leis anti-privacidade para todos os cidadãos. Em questão de horas o movimento auto-organizado em prol das criptofestas ganhou força. Cidades como Sidney, Nova York e Berlin foram as pioneiras. Depois dos escandalos de espionagem provocados por revelações do Wikileaks e Edward Snowden, sobre os governos dos Estados Unidos e Grã Bretanha, a ideia de disseminar conhecimentos tecnológicos para impedir a intrusão em massa ficou forte. Rapidamente a iniciativa se espalhou por diversas cidades na Europa e hoje o evento é realizado em mais de 500 cidades do mundo, muitas vezes simultaneamente. No Brasil a primeira CriptoFesta aconteceu em Salvador, em Outubro de 2013. Logo depois houve uma edição em São Paulo e uma outra em Porto Alegre. No inicio de 2014, a comunidade organizadora do evento resolveu fazer uma criptofesta ainda maior, com 24 horas de duração, chamada de cryptorave.

    [4] Em linhas gerais, o termo mais-valia é o nome classicamente empregado, numa perspectiva sócio-política Marxista, da diferença entre o valor final de uma determinada mercadoria produzida e a soma do valor dos meios de produção e do valor do trabalho, que seria a base do lucro no sistema capitalista.

    [5] Capitalismo cognitivo, também chamado capitalismo cognitivo-cultural ou terceiro capitalismo, entendido como uma fase posterior ao mercantilismo e o capitalismo industrial, é uma teoria centrada nas mudanças socioeconômicas provocadas pelas tecnologias da Internet e da Web 2.0, as quais têm transformado o modo de produção e a natureza do trabalho. Nessa fase do capitalismo – correspondente ao trabalho pós-fordista – haveria maior geração de riqueza comparativamente às fases anteriores, e o conhecimento e a informação (competências cognitivas e relacionais) seriam as principais fontes de geração de valor. A teoria do capitalismo cognitivo tem sua origem na França e na Itália, especialmente nos trabalhos de Gilles Deleuze e Felix Guattari (Capitalismo e Esquizofrenia), de Michel Foucault (sobre o nascimento do biopoder) e nos conceitos de império e multidão, elaborados por Michael Hardt e Antonio Negri, e também no movimento italiano marxista autonomista que tem suas origens ligadas ao operaismo italiano dos anos 1960. Outro teórico de referência que escreveu sobreo tema foi o economista francês Yann Moulier Boutang. Seu livro “Capitalismo Cognitivo” analisa a mudanças econômicas da atualidade e aponta quais seriam as características principais deste sistema.

    [6] http://www.felipecabral.com.br/wp-content/uploads/2014/04/oficio_presidencia_mci.pdf

    Via Felipe Cabral.