Categoria: metodologia

  • Encontro Oficina Tecnologias Digitais 16_06_2014

    Encontro Oficina Tecnologias Digitais 16_06_2014

    Como determinado em grupo no encontro anterior, no encontro do dia 16 realizado numa manhã de segunda-feira no campus Guarulhos da UNIFESP, trabalhamos com os dados coletados sobre a identidade virtual dos outros participantes, nossos “amigos secretos”, assim como sobre os grafos produzidos com o Gephi, através de nossa rede de relações no Facebook cujos dados foram baixados com o Netvizz.

    DSC00044
    Na primeira parte do encontro cada um dos participantes presentes desvendou seu “amigo secreto”, apresentando o modo como coletou as informações, ou seja, a metodologia escolhida. Suas percepções sobre a relação de cada um dos “pesquisados” com a questão da privacidade, da fronteira entre público e privado e do modo de construção e apresentação da DSC00049identidade na rede propuseram algumas questões mais específicas e levaram a algumas conclusões iniciais.
    Para a maioria das pessoas parece que o padrão de identidade fora das redes sociais era essencialmente profissional ou nas fronteiras desse campo, como por exemplo a formação, com muitas informações importantes e formais das pessoas, como números de RG e CPF, sendo obtidas através dos rastros de concursos prestados e seleções de vestibulares, etc., dentre outros documentos oficiais. No contraponto a esta dimensão estavam, em praticamente todos os casos, as redes sociais, mas de maneira mais específica o Facebook, no qual uma  identidade mais pessoal ou íntima era apresentada. Nesse ponto uma interessante questão abordada foi o papel do outro na construção dessas identidades, e de uma outra forma, mas ainda a respeito da mesma questão, estava o controle que possuímos nessa construção de nossa identidade na rede, já que na construção dessas memórias coletivas os dados que nos dizem respeito muitas vezes estão sob o domínio de terceiros e vice-versa.

     

    DSC00037A partir disso, a questão da tecnologia se fez presente como uma maneira de qualificar essas formas de produção de narrativas por dois motivos em especial: a rastreabilidade e controle sobre esses dados que hoje constroem nossa identidade, e seu condicionamento através de algoritmos, que determinam de antemão um campo de possíveis conteúdos a serem acessados. Esse campo “algorítmico” contribui para a expressão dessas aspectos que configurariam tais identidades, construindo assim um perfil já direcionado, que possui suas próprias implicações no que diz respeito aos usos que podem ser feitos dessas informações, como por exemplo indiciais.  O modo como as pessoas lidam então com esse aspecto da “exposição” também pode ser colocado em função de outros critérios, como por exemplo a idade dos usuários, com as crianças e adolescentes como grupos que, lidando de maneira naturalizada com as tecnologias digitais, estariam dentre os mais “vulneráveis” no que diz respeito a esse aspecto.

     

    Depois dessa análise, falamos sobre o uso do Netvizz e do Gephi para a elaboração dos grafos que zildeterepresentam nossa rede de relações no Facebook, e também sobre os possíveis usos que poderíamos fazer dele enquanto ferramenta de pesquisa, para abordar as questões relacionadas à sociabilidade e tecnologias digitais.
    Por último trabalhamos em algumas hipóteses sobre o que poderíamos realizar de maneira mais concreta a partir das questões e dados levantados no encontro.
    Confira abaixo os grafos da rede de relações dos participantes do segundo encontro da oficina:
    tarcisio
    renatajeniferestelagrafo Juliana
  • Roteiro da Oficina com Educadores – 31-05-2014

    Roteiro da Oficina com Educadores – 31-05-2014

    Introdução

    Temática: Ecossistema de Comunicação e Relação Poder-Saber

    Práticas de conhecimento contra-hegemônico e reconfigurações
    politico-sociais
    O que podemos aprender com coletivos de hackers; arte-política;
    tecnoativistas; pedagogias radicais?

    Metodologias e principios políticos comuns: (entre hackers,
    pesquisadores e educadores radicais):
    *pragmática: foco na ação. São as reverberações da ação que constituem o
    sentido.
    *prototipagem: criação de protótipos que criam novas possibilidades de
    entendimento e reflexão sobre o problema.
    *participação mais horizontal e diversa entre especialistas
    (cientistas/professores) e amadores.
    *visibilidade: formas de comunicação e produçao de inteligibilidade.

    Sociedade Tecnológica e Sociedade de Controle: exige a emergência de
    tecnocidadãos (novos atores cognitivo-políticos):

    *relação de autonomia com o conhecimento (I-Pistemology)
    *apropriaçao crítica das tecnologias
    *conhecimento motivado e significativo.
    *aprendizado teórico-prático
    *novas redes de colaboração e partilha = commons digital.

    1.Apresentação rapida dos participantes

    2.Aquecimento:

    DSC00013

    *imagem para discussao
    *questoes relativas ao ecossistema de comunicação

    3.Apresentação da proposta da atividade

    [veja acima]

    *o que não faremos: não é um curso!
    *espectativa: iniciar exercicio hoje e desdobra-lo em mais 1-2 encontros

    3.1 Objetivos:

    DSC00020*criar situação de produção colaborativa de conhecimento sobre um
    problema comum mediante o uso de TICs.
    *desenvolver conhecimentos e práticas que poderão ser aplicadas em
    situações distintas
    *uso e apropriação de TICs conforme a demanda da situação
    *desenvolver formas de produção colaborativa
    *desenvolver metodologia de pesquisa participativa

    3.2 Processo:

    DSC00005*discussão coletiva para identificar problema/tema mobilizador (que será
    usado para o exercício)
    *análise do problema e construção da estratégica de investigação
    *estratégia de produção e coleta dos dados
    *sistematização e comunicação

     

    3.3. Estudo de Caso:

    Definir exemplo

    3.4 Exercício experimental busca articular as seguintes dimensões:

    [A] Conhecimento Local e Pesquisa ParticipativaIMG_1689

    *identificação de problema mobilizador
    *identificação dos indicadores (quali ou quanti)
    *produção, seleção e coleta dos dados
    *sistematização

    [B] Sociologia como Prática; Pesquisa-Ensino

    *como a sociedade de reproduz no nosso cotidiano
    *elementos de tensão e transformaçãoIMG_1677
    *materialidade das relações sociais
    *dimensão simbólica: imaginário, desejo, cultura

    [C] Mediação Sociotécnica da vida social

    *tecnopolítica
    *rastreabilidade, indiciabilidade
    *compartilhamento, formas de colaboração
    *transparência e abertura X controle e vigilanciaIMG_1712

    [D] Poética/Estética

    *conhecimento sensível
    *comunicabilidade
    *linguagens e modos de conhecer

    [E] Política

    *modos de organização social e tecnologias
    *relação saber-poder
    *autoridade, representação, deliberação
    *novos sujeitos cognitivos-político

    3.5 Discussão do Problema/Tema Comum (relacionado a tecnologia, vida e
    trabalho);

    [dinamica com tarjetas]
    O que está pegando?

    3.6 Toró de Idéias: como pesquisar e visibilizar este problema?

    [3 grupos com rodízio pelas estações]

    IMG_1722IMG_1727

    IMG_1723

    *quais sao os dados relevantes? Onde (pessoas e lugares) podemos
    perceber este problema?
    *como podemos produzir, registrar e coletar esses dados?
    *como podemos sistematizar, visibilizar, narrar, comunicar de maneira
    eficiente este problema?

    3.7 Conclusao Fase 1:

    *problema definido
    *indicadores definidos
    *campo definido: local/sujeitos
    *forma de produção e coleta de dados definido
    *definição das tecnologias de produção colaborativa para o
    desenvolvimento do processo.

  • Visita à Associação Casa dos Meninos

    Apresentação da Associação Casa dos Meninos

    de RODRIGO PEDRO BISCOSKI NUNES – Graduando de Ciencias Sociais Noturno

    Proposta de Intervenção educativa proposta na disciplina Estagio p/ Licenciatura 3ºSemestre

    Tem sido um prazer colaborar com os/as jovens da ACM uma vez que estamos nos ajudando a debater novas formas de mobilização por transformações na educação, trabalho. Todo o entorno da experiencia com a Associação Casa dos Meninos foi cercado sempre de respeito e um pouco de formalidade, apesar das propostas, tanto do meu trabalho quanto o deles tem sido debruçar-se sobre a informalidade e a horizontalidade das relações de trabalho.

    O coletivo da Casa promoveu entre muitos trabalhos, mapeamento de áreas de influencia dos aparelhos públicos, de maneira eficiente e reconhecida não só pela população do bairro como entidades governamentais, como o DIEESE, algumas das Diretorias de Ensino da Prefeitura. Promoveu a distribuição de internet através de oficinas de criação de equipamentos como antenas e roteadores adaptados para este fim. Trata-se de um sistema independente da Casa.

    Dependem muito de ajuda técnica para avanço dos projetos. É notável o entrosamento da casa com a comunidade e vice-versa. As portas abertas, a confiança de todos com relação aos integrantes da Casa dos Meninos, assim como a seus convidados. É evidente como o fruto de anos de trabalho deste grupo, do empenho de suas lideranças assim como o compromisso do coletivo em prosseguir com os projetos, são conquistas valiosíssimas para a comunidade, um exemplo a ser seguido sem ressalvas.

    A ACM luta para manter-se atuando em três frentes de trabalho, sendo elas a acadêmica, a extensão da associação a comunidade e ao desenvolvimento de tecnologia popular de ação social. Partindo da identificação com estes princípios, busquei colaborar com estes projetos para poder viabilizar uma série de ações conjuntas e fortalecer parcerias na construção de uma cultura de solidariedade no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) aplicadas à educação de maneira não determinista, provendo informação e comunicação, ao contrário do que tem se realizado nas instituições formais de ensino com as quais tive contato.

    Projeto de Intervenção Educativa – Estagio III

     

    Breve descrição do local e da situação escolhida:

    Espaço amplo que sediou vários projetos e fazes diferentes de diversos grupos que atuam no bairro aproximadamente desde 2008. Antigo Ponto de Cultura que referenciou o bairro a partir dos projetos de integração e apropriação do território, parceria com as escolas da região, cursos profissionalizantes além do laboratório de informática que serviu ao programa Acessa São Paulo da Prefeitura. A Casa dos Meninos se situa na Rua Yoshimara Minamoto, número 656, dentro do distrito do Jardim São Luis, e no bairro do Jardim Fim de Semana. Local muito arborizado e com vista para a populosa região do M’Boi Mirim, de topografia acidentada e grande concentração de residências.

     

     

    Descrição do público

     Estudantes secundaristas de variadas idades. Com a integração , proporcionará outras relações de ensino-aprendizagem, focando temas a cerca da disciplina de sociologia com referencia ao currículo do ensino médio, ao mesmo tempo que a turma experiencia um novo saber-fazer que envolve novos conhecimento técnico.

     

    Documentação fotográfica e audiovisual

     Entrada da EMEF Procópio Ferreira, local onde a Casa dos Meninos mantém relação próxima e realiza diversas oficinas. Nesta visita, presenciei a Feira Cultural de 2013 que trazia os trabalhos de todas as turmas da escola. A Casa dos Meninos foi convidada a contribuir com uma oficina de artes para as crianças de 07 a 10 anos que serviria de mote para a discussão com os jovens de 11 a 14 anos das outras turmas. Os assuntos permearam a relação entre escola e a região, as preferencias mais comuns dos estudantes como a disciplina de matemática, ou português. Notamos e, em seguida, debatemos o grande interesse em aprender além do que cabe às disciplinas escolares.

     

     

    Diferentes pontos de vista

     Os integrantes da Casa dos Meninos notaram uma diferença de interesse e de participação grande entre as séries da Escola: Na quinta série todos querem participar, na sexta série, menos alunos se interessam, na sétima série menos ainda, e na oitava série estão, conforme disseram, os alunos estão “totalmente cansados”. Afirmam que na oitava série, momento na vida no qual os alunos deviam estar almejando mais liberdade, até pelos conteúdos ensinados, são justamente estes que “não acreditam em nada do que você fala”. Por outro lado avaliam que a quinta série:“está muito no oba-oba também, não quer dizer que estão com o projeto na cabeça. Qualquer ação na comunidade eles iam” . Em conversa com as professoras, muitas perspectivas diferentes surgiram, porém a presença do grupo da Casa dos Meninos era cercada de expectativa e confiança em seus projetos.

     

    Trechos do caderno de campo

     Chegamos na escola situada à Av. Fim de Semana, bastante atrasados e eu, particularmente, ansioso e animado para conhecer o publico da oficina. Haviam trabalhos desde artesanato à poesia expostas. Bonecas de lã e tecido inspiradas em uma estória infantil, confeccionadas por costureiras e com ajuda das mães, que pelo que entendi, também eram costureiras. As crianças, aparentemente, eram muito novas para manipularem agulhas e linhas, conforme disse a professora que nos convidou a observar sua banca e assistir sua apresentação. Ao final da conversa foi rapidamente interpelada por um integrante da Casa dos Meninos que acreditava não haver idade para aprender um ofício tão nobre como a costura – “crianças que já falam podem rapidamente aprender a defender-se dos riscos dos objetos pontiagudos”. Porém há de se convir que não seja dos trabalhos mas tranquilos para a realidade das enormes escolas municipais da periferia paulistana.(…)

     

    Objetivos

     Tem como fim uma oficina de instalação e administração de servidores de rede para as mais variadas aplicações. Deverão abranger um leque de soluções necessárias a um público como a Associação Casa dos Meninos que por sua vez atende uma grande área com serviços voltados para a cultura digital, acesso à informação e ao conhecimento.

     

    Serão abordados assuntos como a construção do bairro como é conhecido e o que podemos fazer para possibilitar as pessoas se apropriarem do espaço de maneira ampla, ser pertencido pela região e construir uma cultura de solidariedade.

     

    Considerando o uso de tecnologias aplicadas ao aprendizado através da análise sociológica poderemos observar não apenas ferramentas e discursos utilizados como a própria concepção de aprendizado dos participantes. Observaremos um contexto onde o sucesso profissional e individual dos sujeitos pode sofrer diante das condições de funcionamento da instituição escolar, dos excessos disciplinares, métodos conservadores e tradicionais, quando não pela ausência destes serviços, ou de maior qualidade. Por vezes limitada a condução dos aprendizes a uma intensa capacidade de adaptação aos obstáculos técnicos e profissionais, estarão condicionados a trabalharem habilidades e usos de objetos tecnológicos, em geral, eletrônicos e informática.

     

    A capacidade hipertextual que a informação recebe a partir da informatização dos meios de ensino e trabalho, aprendizado, entretenimento ou, em potencia, qualquer esfera da vida social, aponta para novos paradigmas, assim como relacionam-se entre si, criando novas dinâmicas, convergência e divergência em uma nova espacialidade social.

     

    Como instrumento capaz de estender nosso alcance à livros e pessoas, a internet permite nossos sentidos viajarem o mundo em poucos segundos, por diversos caminhos e simultaneamente. Cabe a cada um que se encontra como usuário, cidadão, indivíduo ou coletivo, avaliar o que a conveniência oferecida hoje custa, assim como o que custou e que há de nos custar nos próximos turnos.

     

    O que entendemos por educação, ensino e aprendizado, qualificação ou especialização, todo conjunto de sistemas educacionais, princípios éticos, profissionais, morais, de pessoas a instituições, tudo está sobre forte influencia de outros elementos menos explícitos do que os que já são conhecidos no universo escolar. Este caminho não pode ser mais trilhado sem levar em consideração o papel que tem na trajetória de um aprendiz sua capacidade de adaptar-se, aprender cada vez mais rápido e de maneira ampla, diversas disciplinas e técnicas que se traduzem em muita informação.

     

    Informação e informatização ao mesmo tempo, seu o suporte microeletrônico mundial que não para de se desenvolver. O domínio da técnica não é mais importante do que o saber-fazer, porém aqui embricamos em um debate onde as maneiras de trabalhar a informação, conhecimento, ferramentas e saber são alvos de diversas perspectivas e críticas as mais variadas. Dada a emergência desse cenário, é necessário buscarmos na esfera coletiva do saber, o resultado da socialização do conhecimento, aprimoramento do uso de ferramentas e discursos presentes em formas não-verticalizadas de ensino-aprendizagem.

     

    Relato e análise da Intervenção

    O projeto de intervenção pretendeu observar as práticas e discursos a cerca do uso da tecnologia para fins educacionais e mobilização da comunidade expandida no entorno da escola, associações ou instituições de ensino, convencionais ou não. A referencia à Associação Casa dos Meninos foi explicada ao longo do artigo que mapeou a proposta de intervenção educativa que foi elaborada em conjunto com os integrantes do espaço. Uma vez realizado o levantamento dos recursos utilizados pela Associação, os métodos, as ferramentas e os desafios por eles enfrentados, realizamos um debate aberto sobre, levando-se em conta todas as alternativas usadas e quais poderemos usar nos próximos meses, nesta espécie de laboratório de tecnologia popular que se tornou o Jardim São Luiz através da atuação do coletivo Casa dos Meninos.

    Autor de “O Modo de Existência dos Objetos Técnicos”, Gilbert Simodon afirmou que informação é o mapa do tesouro que permite encontrá-lo. Um mapa de um Sistema que lhe permite localizar o tal Tesouro do tal Sistema. O ator, agente, protagonista, assim como os objetos técnicos integram um Filo da natureza, chamado pelo autor de natureza das máquinas. Seus valores se relacionam, máquinas e mecanólogos, a partir de um lastro, uma limitação dentre as possibilidades oferecidas pela sociedade para que ambos sobrevivam nesta sociedade. Chama-o de “o modo de existência dos objetos técnicos” que Simodon deixa claro, trata-se de uma limitação intensa e clara na maneira como se manifesta através da cultura, dos ritos profissionais, da técnica e da tecnologia. Cada época contem uma forma de alienação que marca a cultura, e esta forma de alienação presente no horizonte tecnológico em que vivemos nos ultimos 50 anos cobra um protagonismo dos chamados mecanólogos para efetuar a reversão deste processo de alienação cultural. Simodon acredita que sejam os tais mecanólogos os únicos capazes de representar as máquinas diante os produtores da cultura.

    No mestrado de Guilherme Flynn vemos como as formações sociais dependem do acesso à informação, ou melhor, acesso ao um processo de “informação”. Este processo de informação e a individuação estão intimamente ligados. A individuação dos seres, humanos ou não, assim como a alienação da técnica (ou da cultura) é acompanhada pela ruptura entre a história e o momento presente onde estão inseridos os objetos técnicos e nós.

    Os elementos sociais sofrem transformações em um sentido e velocidades tal que configuram uma tendencia. Podemos compreender da captação desses dados empíricos, mesmo que de maneira limitada, e observar esta tendencia em mediar pessoas e seus aspectos sociais com tecnologia. A reificação dos sujeitos pode domina-lo em sua condição de classe, impedindo seu assujeitamento histórico.

    A racionalização da vida não deve ser visto como causa da segregação de classes, ou estaria associada ao individualismo e a discriminação(?). De qual maneira podemos evitar seus aspectos negativos, porém, também necessários à coesão social? Quais deverão ser os rumos da educação de maneira a desenvolvermos a racionalização subversiva?

     

     

     

  • Fotos Oficina para Professores de Sociologia

    Fotos Oficina para Professores de Sociologia

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    Imagens das oficinas realizadas com professores de sociologia da Guarulhos no Laboratório de Informática da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e no Laboratório de Informática da Diretoria de Ensino Guarulhos Norte.

  • Tropixel- arte, ciência, tecnologia e sociedade

    Tropixel- arte, ciência, tecnologia e sociedade

    tropixel 2 logo 286P1060590 O Tropixel foi em evento que aconteceu entre os dias 21 e 25 de outubro e se propôs relacionar arte, ciência, tecnologia e sociedade, na transformação de Ubatuba em um laboratório experimental aberto, oferecendo olhares e ferramentas no relacionamento com a cidade e suas especificidades. Assim, além de palestras e oficinas, houve também uma programação para a realização de ações pontuais, de pesquisa e intervenção no espaço. Essas atividades foram propostas por alguns dos participantes e a programação para sua realização foi feita de maneira colaborativa, onde os grupos se juntaram por afinidade das ações e localização das mesmas.

    A diversidade foi um elemento essencial do projeto, envolvendo pessoas de áreas e locais dos mais distintos nas ações que iam desde oficinas para a criação de Instrumentos musicais com tecnologias livres até a montagem de um telecentro com computadores usados.

    Nós, integrantes do Pimentalab, acabamos nos concentrando em apenas uma atividade: o mapeamento cicloviário de Ubatuba. P1060512

    Esta atividade foi proposta por 3 pessoas que vieram com o Ônibus Hacker e pretendia, com a ajuda de alunos da ETEC de Ubatuba e outros moradores da cidade, andar de bicicleta e apontar onde são os pontos mais problemáticos para o ciclista como buracos e obstáculos, falta de sinalização, etc. De maneira que envolvessem habitantes de Ubatuba nesse processo que buscava criar melhores condições para a manutenção dessa característica da cidade que apesar de ser tida como estilo de vida para alguns, para muitos se trata de uma necessidade diante de restrições financeiras: meio de transporte cotidiano.

    1450874_621225047919494_1650861041_n Então, no primeiro dia nos concentramos em registrar, através de um tracker de celular e de fotos, o percurso que realizamos. Além de criar uma comunidade em uma rede social para trocarmos informações e noticias que nos possibilitem pensar em novas saídas para os problemas que os ciclistas enfrentam em Ubatuba. https://www.facebook.com/ubabike?fref=ts

    No segundo dia, nos reunimos para pensar em como poderíamos contribuir com a cidade e seus moradores. Surgiu então a ideia de realizar uma intervenção com stencil nas vias, para sinalizar o melhor percurso para o ciclista que ia de uma ciclovia a outra, o que também indicava aos motoristas que eles deveriam redobrar sua atenção naquele local, pois dividiriam espaço com os ciclistas. Desse modo a ação significou uma possibilidade de intervenção direta dos usuários das ciclovias e ciclofaixas na cidade, pois apesar de serem maioria na população local, são colocados em segundo plano pelas intervenções da prefeitura, que priorizam uma lógica rodoviária para a organização dos fluxos na cidade.

    P1060609

    P1060601P1060599

    P1060621

    Abaixo estão as imagens das sinalizações sendo utilizadas no dia seguinte a intervenção.

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    1452518_621224897919509_1431878741_n (1)

    Por fim, no terceiro dia, criamos um mapa no crowdmap (https://ubabike.crowdmap.com/), onde é possível que qualquer pessoa aponte onde são os locais que oferecem maior perigo para o ciclista. Visamos desse modo, fazer com que nossas ações no tropixel sejam apenas o ponto de partida para outras atividades, organizadas quem sabe pela própria população local. Nesse sentido o mapa colaborativo pode servir tanto para pensarmos em quais outros locais seria interessante intervir, quanto para colher dados para a apresentação de uma proposta de intervenção para a prefeitura, que se mostrou bastante disposta em colaborar e utilizar as informações coletadas para mudanças no local.

    Aqui também se encontram alguns links sobre o evento e sua organização, a ETEC local e o Ubalab, iniciativa local relacionada à cultural digital:

    https://www.facebook.com/etecubatuba

    http://tropixel.ubalab.org/

    http://ubalab.org

  • Roteiros oficina professores

    28/08/2013

    Manhã: Apresentação e Acolhida (1:30hs).

    1. Apresentação Henrique (5min)

    2. Criação do PAD coletivo: (10min)
    – participantes devem inserir seus nomes, emails e escolas.
    -todos podem fazer anotações: ata coletiva

    3. Apresentação do Pimentalab e alguns dos nossos trabalhos. (15min)
    -Site Ensino de Sociologia
    -Site PIBID: apresentar relatos oficinas
    -Blog Pimentalab
    -Crowdmap
    -Site Extensão: destaque para exercicio com imagens.

    4. Apresentação dos participantes e Criação de Lista:
    -Verificar se alguém possui site/blog
    -Criação da lista de discussão (ggroups)

    5. Apresentação da Proposta da Oficina (15min)

    Objetivos:
    1.Desenvolver e difundir junto aos participantes, novas habilidades direcionadas à apropriação tecnológica que permitam uma utilização alternativa dos dispositivos de comunicação digital.

    2.Produzir novos conhecimentos sobre os processos sócio-organizacionais numa determinada região e sua relação com a dinâmica comunicacional. Quais as mudanças na ecologia comunicacional de uma determinada região? Como ela se relaciona ao direito à comunicação, às formas de acesso, regime de propriedade e práticas de uso das tecnologias de informação?

    3.Desenvolver e difundir metodologias sócio-culturais de produção colaborativa de conhecimentos através de TICs voltadas à pesquisa social aplicada.

    Cronograma:
    -Dia 1: sala de informática + pequisa de campo.
    -Dia 2: manhã – sistematização e análise do material; tarde – publicação web.

    Resultado coletivo: Criação de um site/blog comum com todo o material da oficina. Precisamos de um nome comum.

    6. Criação de questionário no Google Docs (30min).
    1.Como criar?
    2.Exemplo de questionário: Modos de Uso da Internet – Professores: https://docs.google.com/forms/d/1SEulbv_fS2EyHGq7naHXeWcrJv1PwqQEWinqBIECaWY/viewform
    3. Responder e analisar as respostas
    Outro exemplo de plataforma para a criação de questionários: https://pt.surveymonkey.com/s/83ZZ58D

    –Intervalo–

    Parte II: Atividade em Grupo – preparação pesquisa de campo

    7. Pergunta central: o que é comunicação?
    1. Quais as formas de comunicação que conheço ou tenho acesso?
    2. Na cidade, em minha vida cotidiana
    3. Discutir as linguagens

    Linguagens:
    – Foto – 10 Fotos por grupo – participantes selecionam as fotos (fazemos bkp)
    – Áudio (entrevista) – micro entrevistas de 1 a 3 minutos
    – Mapa – 1 mapa por grupo https://extensao.milharal.org/2013/03/21/tutorial-registro-do-percurso-com-gps-como-usar-openstreetmap-tracker-para-android/. Usar também pimentalab.crowdmap.com – embebed em post, criar camada com fotos (também no gmaps)
    – Texto – caderno de campo, post. Escrita como linguagem, na caminhada vai se atentar à linguagem escrita e como ela se estabelece.

    8. Constituição dos grupos e distribuição conforme os locais

    Locais:
    – Shopping (proibido fotografar. Pensar espaço externo – propagandas)
    – Nagumo e ambulantes (banca de jornal, como é a comunicação dos ambulantes, propagandas, onde ambulantes moram, como se deslocam etc)
    – Trajeto de ônibus – 701 centro via sena (propagandas, BusTV)
    – Unidade de Especialidade localizada na Rua Miraçanga nº 32 – Parque Jurema, fica próxima a Avenida Jurema (Supermercado Dovale)
    – Telecentro CEU e lanhouse jurema ou perto da ubs

    9. Discussões em grupos

    9.1: Dividir grupos conforme local 9.2: Dividir em grupos. 9.3: Roteiro de Questões
    -O que é comunicação?
    -O que este lugar te diz? (ele lhe comunica algo?)
    -Você acha que este lugar lhe educa de alguma forma?
    -Como você se comunica?

    ==Almoço==

    Tarde: pesquisa de campo. Final: retorno para coleta do material.

    ———————————————————————————–

    05/09/2013

    Parte I – Analise do Material e Reflexões

    1. Aquecimento

    Conversa inicial com os participantes. Avaliação do dia anterior. Quais as suas reverberações (se houve) durante a semana? Sucitou questões?

    Retomada questão central:

    1. o que é comunicação?
    2. como a cidade se comunica?
    3. o que podemos apreender de maneira sensivel (olhos, ouvidos, caminhada).

    2. Análise do material produzido e reflexões sobre o tema proposto

    -fotos: ver fotos (Aymbere, Marcella, Juliana) -entrevistas ouvir audio (Racin) -caminhada: ver mapa (Henrique)

    CONCLUSÃO parte 1: a partir da discussão cada grupo deve escrever um pequeno texto e selecionar algumas imagens.

    Pausa Almoço

    Parte II – Capacitação Técnica

    3. Fotografia

    -câmeras, celulares, acessórios: importação e exportação.
    -resolução
    -dimensionar tamanho.
    -publicação na web.
    -pesquisa imagens na web e como utiliza-las

    Software para Edição de Imagens: www.gimp.org

    Exercício: criar uma conta no Flickr ou Picassa, pegar uma imagem e publica-la.

    4. Mapas

    -criar mapa no googlemaps.
    -criar trajeto no mapa.
    -inserir trilha GPS no mapa.
    -inserir imagem no mapa.

    Exercício: criar mapa da oficina no GoogleMaps, inserir trilha, inserir imagem.

    5. Audio-Entrevista

    -gravação com celular ou gravador digital
    -importacao, exportação.
    -edição com Audacity -compressao

    Exercício: pegar arquivo de audio e edita-lo no audacity.

    6. Blog
    -qual o seu nome?
    -criar blog no wordpress
    -criar usuários -criar post
    -criar pagina
    -inserir imagem
    -inserir mapa -inserir audio.

    Exercício: cada grupo deve criar um post no blog.

    Conclusão: análise da atividade realizada.

     

     

     

     

  • Oficina professores sociologia – entrevistas

    Entrevistas realizadas durante a oficina de professor@s de sociologia da rede pública de Guarulhos (2013).

    Mais informações em https://extensao.milharal.org/atividades/professores-rede-publica-2013/

    • Entrevistas Telecentro CEU-Pimentas

    Monitores – https://soundcloud.com/pimentalab/telecentro-monitores
    Usuário – https://soundcloud.com/pimentalab/telecentro-usuario
    Usuário – https://soundcloud.com/pimentalab/telecentro-usuario2

    • Entrevistas Lan House

    Funcionário LanWeb – https://soundcloud.com/pimentalab/lanhouse-funcionario
    Usuária da LanWeb – https://soundcloud.com/pimentalab/lanhouse-usuario1

    • Entrevistas comércio local

    Banca de conserto de panelas – https://soundcloud.com/pimentalab/banca-deus-e-fiel
    Banca de jornal/revista – https://soundcloud.com/pimentalab/banca-jornal
    Palhaço Abobrinha – https://soundcloud.com/pimentalab/palhaco

  • Vídeo sobre Rádio Livre

    Vídeo sobre Rádio Livre

    Vídeo Rádio Livre

    Esse é um vídeo produzido para a Unidade Curricular Tecnologia, Comunicação e Educação – em que discutimos o monopólio da mídia e a rádio livre como uma alternativa à esse monopólio.

     

  • Oficina Mobilização 29-06-2013

    Oficina Mobilização 29-06-2013

    dsc04757-700x525O primeiro encontro organizado pelo projeto de extensão Pimentalab com o publico externo ocorreu no dia 29 de junho e contou com certa de 11 participantes, entre professores da rede pública da cidade de Guarulhos e São Paulo, professores universitários, estudantes de graduação e pós-graduação e membros do Departamento de informática (DIT) da Prefeitura de Guarulhos.

    Foi sugerido que os participantes fizessem uso da ferramenta etherpad – https://pad.riseup.net/p/pimentalab-29-06 – para criar uma memória coletiva da oficina. A ferramenta foi bem aceita e os participantes puderam contribuir ao passo que a oficina avançava.

    A rodada de apresentação contou com a exposição dos diversos projetos que cada um desenvolve nos seus respectivos espaços de atuação.

    Foi interessante notar a reforçada vontade dos projetos em andamento de  se relacionarem com uma atuação fora da universidade, visando com isso  perceber outras urgências que esta instituição não pode ter, ou seja,  procura-se não apenas pesquisar a comunidade do bairro do Pimentas como  também contribuir de alguma forma, deixando assim um legado.

    Por fim, foi discutido a importância da utilização de softwares livres  tendo como foco a necessária desnaturalização do uso das tecnologias  como ferramentas neutras que não carregam consigo implicações de ordem  social e política.

    Seguindo a oficina, foram apresentadas algumas atividades desenvolvidas pelo  Pimentalab, como: Uso do wordpress, como software livre, instalado em um  servidor próprio, garantindo assim a autonomia de administração e  gestão do conteúdo; e o uso de um domínio próprio em um servidor que oferece serviços de hospedagem para sites com perfil político e ativista, preocupado com questões de privacidade (http://milharal.org).

    Além do blog da http://extensao.milharal.org,  foram apresentados outras experiências de sistematização de atividades,  como no caso do blog que se tornou um grande repositório de material  para ensino de sociologia http://ensinosociologia.pimentalab.net, o uso de uma plataforma wiki que acompanhou o curso de uma disciplina oferecida em 2012 na Unifesp-Guarulhos http://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012 e uma ferramenta de produção colaborativa para georreferenciamento https://pimentalab.crowdmap.com

    Foi tirada uma data para um novo encontro para uma reunião de  planejamento estratégico que irá orientar as próximas atividades que  serão produzidas pelo Pimentalab. Os interessados poderão se cadastrar  na rede social http://n-1.cc e participar da comunidade criada para as oficinas que serão desenvolvidas https://n-1.cc/g/rede-local. Essa rede social possui ferramentas para gestão de projetos, utiliza o software Lorea.

  • Aparatos Visuais: #ocupeamidia X #dianacionaldelutas

     

    Dia de Nacional de Lutas em São Paulo, 11 de julho de 2013.

    Uma manifestação feita de muitos atos. Neste dia, juntamos os integrantes do Pimentalab – projeto de extensão da Unifesp (http://extensao.milharal.org) para produzir um registro imagético coletivo das movimentações de rua. Muitos de nós haviam participado das manifestações de rua durante as “jornadas de junho”, em torno das reivindicações pelo Passe Livre.

    Diante da convocação pelas centrais sindicais deste Dia Nacional de Luta, resolvemos fazer um simples exercício de documentar uma parte da manifestação em São Paulo, tendo em mente as experiências vividas nos outros protestos do junho, uma vez que naquele momento as manifestações tiveram uma outra organização e participação social. Interessava-nos pensar, através do registro visual, as semelhanças e as diferenças entre esses momentos. Partíamos de algumas questões:
    em que medida a visualidade da manifestações dá a ver outras composições e modos de se fazer política? Como as pessoas e organizações participam do ato? Quais os símbolos e recursos utilizados? Quais as formas de uso e ocupação do espaço público? Quais as práticas, repertórios e estratégias de reivindicação?

    Com essas questões na cabeça mergulhamos nas marchas.

     

    Avenida Paulista – Dia Nacional de Lutas

     

     

     

     

    Democratizar a Mídia – Ocupeamídia – Protesto na Rede Globo SP

     

     

     

     

     

  • Fotos – Democratizar a midia

    Fotos – Democratizar a midia

    Fotos da manifestação ocorrida em frente ao prédio da rede globo no dia 11 de julho de 2013

     

    Fotos de Renato Ponzetto Aymbere, Renato Racin, Lais Pimentel e Felipe Cabral

     

  • Estatísticas do Twitter – Dia Nacional de Lutas

    Alguns dados para pensar (consulta básica de algumas métricas). A título de pesquisa experimental, levantei alguns dados no twitter sobre a repercussão dos atos no dia 11/07/2013. 

    Selecionei duas hashtags pra efeito de comparação do que rolou no dia (na realidade há múltiplas hashtags sendo utilizadas e é não é fácil quais são as mais relevantes):
    #dianacionaldelutas – convocatória mais “oficial” vinculada à grandes organizações.
    #ocupeamidia – mais diretamente vinculada ao ato pela democratização da mídia (protesto na globo).

    Considerando a dimensão do ato contra a globo X chamada do dia nacional de lutas, o modo de difusão teve contornos distintos.

    Em numeros absolutos de contas atingidas, o #dianacionaldelutas só teve 13% a mais de contas atingidas. Porém, em termos de “exposição” a diferença é bem maior (ou seja, #dianacionaldelutas foi bem mais comentado e replicado).Em termos do diagrama/arquitetura/grafo de distribuição é fácil perceber qual o elemento que deu essa escala maior: o #dianacionaldelutas tinha poucos hubs com muitos seguidores; enquanto #ocupeamidia tinha uma rede de distribuição menos concentrada e com hubs com menos seguidores.

    Uma coisa interessante: os principais difusores do #ocupeamidia foram duas contas internacionais: @15MBcn_int e @takethesquare. Consulta dos dados abaixo:

    Via TweetReach

    #vemprarua since:2013-07-08 until:2013-07-12
    #ocupeamidia since:2013-07-08 until:2013-07-12
    #dianacionaldeluta since:2013-07-08 until:2013-07-12
    #11j until:2013-07-12
    Via TweetArchivist
    #dianacionaldeluta since:2013-07-08 until:2013-07-12
  • Imagens e impressões das Manifestações 11/07 – Aymbere

    Imagens e impressões das Manifestações 11/07 – Aymbere

    Após participar no dia 11 de julho de duas manifestações organizadas por coletivos e organizações bem distintos, foi possível observar com clareza diferenças e semelhanças entre elas. Nesse breve relato vou me concentrar apenas no aspecto visual das manifestações.

    A primeira ocorreu no centro econômico mais importante de São Paulo, a avenida Paulista, e foi organizada por partidos políticos e sindicatos. Chamava a atenção a quantidade de Balões de ar carregando nomes de sindicatos, e a quantidade de carros de som, alguns com espaço para os fotógrafos profissionais.

    Os manifestantes se dividiam por blocos (CUT, Força Sindical, CGT, MST, UNE, PCO …), cada qual com uma camiseta própria, o que facilita a identificação dos mesmos e tornava claro que não havia, ou havia muito pouco, interação entre os participantes.

    Já a manifestação que pedia a democratização da mídia, promovida por coletivos independentes, e que contou com o apoio de organizações como o MST, ocorreu próxima aos edifícios da maior emissora do país, a Rede Globo, e não contou nem com tanta gente nem com tanto aparato. Entretanto, se pensarmos nessa manifestação como um espaço de auto expressão de sentimentos políticos, e não como uma ação que esperava resultados diretos e imediatos, veremos que ela foi mais bem sucedida que aquela que ocorreu na parte da manha. Podemos entender isso como um reflexo da organização das manifestações, pois enquanto os sindicatos mantiveram uma posição hierárquica, claramente visível se pensarmos nos carro de som onde somente certas pessoas dos sindicatos podiam falar, a manifestação pela democratização da mídia ocorreu de forma mais horizontal, criando um ambiente onde foi possível a participação direta de diferentes participantes, fossem eles coletivos ou indivíduos.

    Dentre as formas de expressão utilizadas durante a manifestação pela democratização da mídia, podemos citar os stencils que, ao contrario das caixas de som e outros instrumentos utilizados na primeira manifestação, deixam marcas pela cidade, registrando que ali ocorreu uma manifestação mas também deixando exposto para os desavisados mensagens como “casa de agiotas” (em frente a bancos) e “a democracia começa na mídia”.

    É curioso ver também como essas as intervenções feitas com tinta acabaram se misturando com com outras mais velhas, como as realizadas no atos contra o aumento da passagem, gerando um grande mosaico que, por sua vez, exprime uma demanda popular.

    Além dos stencils e frases pintadas em muros, houve ainda outras expressões artísticas, como as mascaras (como aquelas feitas para stencil) com frases de efeito e comandos de ordem, como “ocupe a mídia”, que colocadas sobre propagandas dos relógios de rua subvertiam a ideia inicial (promover marcas e mercadorias) para transforma-la em um canal de arte ativista.

    Porém, não há dúvidas de que o ápice da noite tenha sido a renomeação da ponte Otávio Frias de Oliveira (fundador do jornal Folha de São Paulo, apoiador do golpe de 64), que passou a se chamar Vladimir Herzog (jornalista torturado e morto por militares durante a ditadura), graças a um grupo de manifestantes que empunhados de uma escada e um adesivo rebatizaram a ponte, substituindo o nome oficial que estava fixado na placa.

    Ao alterar o nome da ponte, os manifestantes intervieram em um importante mecanismo de construção da memória histórica, fazendo com que São Paulo se torna-se uma cidade um pouco mais justa, uma vez que é comum a cidade homenagear em seus logradouros personagens históricos ligados a escravidão, como a rodovia dos bandeirantes, ou ditadura militar, como a rua Doutor Sérgio Fleury.

    Dessa forma, pudemos perceber que enquanto a manifestação convocada pelos sindicatos, que estão mais próximos ao governo, primava por se organizar de uma forma mais convencional, a manifestação organizada por diversos coletivos utilizava acima de tudo a criatividade, transformando a ida as ruas em uma espécie de experiência artística, que embora deixe um rastro posterior, só pode ser apreciada em sua potência no momento de sua realização.

  • 1o Grande Ato Contra o Monopólio da Mídia no Brasil

    1o Grande Ato Contra o Monopólio da Mídia no Brasil

    Fotografias tiradas durante o ato que reuniu centenas de manifestantes em torno da pauta “Democratização dos Meios de Comunicação e fim do Monopólio de Midia no Brasil”, ocorrida no dia 11/07/2013, a partir da praça General Gentil Falcão e localizações em torno da Rede Globo de Televisão. #OcupeAMidia #SejaAMidia #ForaRedeGlobo #VemPraRua #11jLutas

  • Manifestação Dia Nacional de Lutas

    Manifestação Dia Nacional de Lutas

    Para quem chegou tarde e pegou o ato do dia 11, organizado pelas centrais sindicais, já no momento de sua dispersão o que marcou foi ver o sem número de bandeiras, camisetas e balões que invadiu as ruas. Ouvi entre os manifestantes: “esse ato tem bandeira e partido!”. Depois das manifestações de junho, em que tanto se falou (e se coibiu) a presença dos partidos, esse foi o momento para esses grupos se mostrarem.

    Se em junho as manifestações evoluíram num processo que juntou, além dos grupos que deram início à luta, como o MPL e partidos de esquerda como PSOL e PSTU, uma diversidade enorme de indivíduos, a diversidade da manifestação do dia 11 revelou-se na reunião de coletivos. Se, inicialmente, as afinidades ali eram maiores, visualmente, foi difícil identificar uma confluência. Os grupos passavam em bloco e erguendo suas próprias bandeiras. Dessa forma, não era claro perceber em que dialogavam. Os carros de som disputaram ouvidos e acentuaram essa impressão.

    Por fim, a fluidez da caminhada e os comerciantes em meio aos manifestantes revelaram uma dinâmica diferente do que ocorreu em junho. Ali tudo era mais tranquilo. A adesão também foi menor.

  • Tipologias Imagéticas – prática fotográfica nas manifestaões

    Tipologias Imagéticas – prática fotográfica nas manifestaões

    Dia de Nacional de Lutas em São Paulo, 11 de julho de 2013.

    Uma manifestação feita de muitos atos. Neste dia, juntamos os integrantes do Pimentalab – projeto de extensão da Unifesp (http://extensao.milharal.org) para produzir um registro imagético coletivo das movimentações de rua. Muitos de nós haviam participado das manifestações de rua durante as “jornadas de junho”, em torno das reivindicações pelo Passe Livre.

    Diante da convocação pelas centrais sindicais deste Dia Nacional de Luta, resolvemos fazer um simples exercício de documentar uma parte da manifestação em São Paulo, tendo em mente as experiências vividas nos outros protestos do junho, uma vez que naquele momento as manifestações tiveram uma outra organização e participação social. Interessava-nos pensar, através do registro visual, as semelhanças e as diferenças entre esses momentos. Partíamos de algumas questões:
    em que medida a visualidade da manifestações dá a ver outras composições e modos de se fazer política? Como as pessoas e organizações participam do ato? Quais os símbolos e recursos utilizados? Quais as formas de uso e ocupação do espaço público? Quais as práticas, repertórios e estratégias de reivindicação?

    Com essas questões na cabeça mergulhamos nas marchas. Vamos publicar aqui os ensaios produzidos neste dia por cada um de nós e depois tentaremos organizá-las numa espécie de tipologia imagética. Para cada ensaio, escreveremos um pequeno comentário com as impressões sobre o ato e suas imagens.

  • Fotos Dia Nacional de Lutas – 11 de julho 2013

    Fotos Dia Nacional de Lutas – 11 de julho 2013

    Fotos de Henrique Parra.

    Este e outros ensaios publicados aqui no site pelos integrantes do Pimentalab, fazem parte de um exercício de documentação compartilhada de uma tipologia imagética das manifestações. O material será agrupado, organizado e publicado aqui.

     

  • Imagens da Oficina – Pimentalab 29-06-2013

    Imagens da Oficina – Pimentalab 29-06-2013

    Pimentalab convida para oficina de formação

    Convidamos professores, educadores sociais e agentes culturais que atuam no Bairro do Pimentas e região para participar de um encontro na Unifesp/EFLCH (Bairro do Pimentas).

    O Pimentalab está desenvolvendo metodologias e oficinas de formação para o uso de tecnologias digitais em projetos educacionais e pesquisa social. Queremos reunir pessoas interessadas para organizar coletivamente um conjunto de oficinas a serem oferecidas na Unifesp para professores, educadores sociais e agentes culturais.

    Compartilhem este convite com possíveis interessados e compareçam!

    Para mais informações entre em contato pelo pimentalab-extensao@riseup.net

    ou visite nosso site: http://extensao.milharal.org

    Organização: TransMediar e Pimentalab.

    Projeto de Extensão – EFLCH/Unifesp – Edital ProExt/MEC 2013

    Dia 20/07, às 9:oohs
    Unifesp - Campus Guarulhos
    Laboratório de aula (Unidade 1)

     

    cartaz20-07